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Chineses surfavam há mais de mil anos, afirma historiador

Ainda que o surf praticado e difundido em todo mundo tenha suas origens ligadas à Polinésia, é cada vez maior o número de evidências sugerindo que outros povos também desenvolveram o hábito de interagir com suas ondas.

Sabe-se que os mouches, que habitavam o litoral do Peru há cerca de três mil anos, a quem é atribuída a invenção dos “caballitos de totora”, tinham o hábito de usar essa embarcação feita de junco, não só para a pesca, mas, também para surfar.

O livro “Afrosurf”, lançado por Sal Masekela, aborda a descoberta do surf no continente africano a partir de relatos feitos por navegadores europeus do século XVII, compilados por Kevin Dawson, professor de história da Universidade da Califórnia, na obra Undercurrents of Power Aquatic Culture in the African Diaspora.

Agora, um historiador italiano defende a tese de que o surf também era praticado na China há mais de mil anos.

surf na China

O estudo é de autoria de Nicola Zanella, um famoso jornalista de surf, autor de várias obras e publicações, e que vive atualmente na ilha de Hainan, na China.

Totalmente integrado à cultura local, Zanella aprendeu mandarim e se tornou técnico da seleção chinesa de surf.

O surfista e historiador defende que a cultura de surf na China teria surgido durante a dinastia Song (960 a 1279).

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No entanto, segundo Zanella, o surf não teria começado na costa, mas, sim, na famosa pororoca chinesa que por vezes quebra no rio Qiantang, em Hangzhou, considerada uma das melhores ondas de maré do mundo.

Das margens desse rio, o imperador observava os destemidos surfistas enfrentarem este fenômeno da natureza.

Esta história é contada por Zanella no livro por si publicado “Children of the Tide, an exploration of surfing in dynastic China”, disponível no site da Amazon.

A pesquisa que resultou nesta obra teve início em 2006, após uma visita de Zanella a um templo budista.

Lá encontrou uma pintura do século 19 retratando um grupo monges deslizando pelas ondas de maré do rio.

Surf na china
A capa do ivro e a pintura que deu origem a todo processo de pesquisa do autor. Foto: Reprodução

Um deles, em especial, deslizava em cima de um peixe, em uma postura corporal muito similar à de um surfista sobre uma prancha.

Ao pesquisar a pintura, descobriu que a obra representava um grupo natural de Hangzhou, apelidadas de “Children of the Tide”.

O escritor italiano então decidiu mergulhar em 5 mil anos de literatura chinesa para procurar mais informação, tendo encontrado várias passagens e testemunhos de algo que poderia ser a prática de surf, incluindo versos sobre a coragem e a técnicas destes jovens.

Foram várias as publicações milenares que Zanella encontrou para comprovar a existência de uma cultura de deslizamento nas ondas, baseando assim a sua obra nas evidências ali mostradas.

Uma nova perspectiva que se abre para o entendimento dessa maravilhosa atividade de se deslizar pelas ondas.

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