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Billabong Pro Pipeline chega às quartas com maioria brasileira

Os irmãos Miguel e Samuel Pupo e Caio Ibelli, garantiram maioria do Brasil nas quartas de final do Billabong Pro Pipeline. As disputas foram realizadas em mais um dia épico de tubos pesados de 8-12 pés, na abertura do World Surf League Championship Tour 2022 no Havaí.

O peruano Lucca Mesinas e dois havaianos, um norte-americano e um japonês, também seguem na disputa pelo primeiro título do ano na ilha de Oahu. O primeiro desafio da temporada pode terminar nesta quarta-feira.

Para já definir as quartas de final na terça-feira, foram realizadas duas rodadas no sistema “overlapping heats”, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. A primeira batalha por vaga nas semifinais do Billabong Pro Pipeline será entre o japonês Kanoa Igarashi e o recordista de vitórias no maior palco do esporte, Kelly Slater.

Billabong Pro Pipeline
Caio Ibelli. Foto: Tony Heff/ World Surf League

A segunda quarta de final terá um duelo sul-americano, do Miguel Pupo com o primeiro surfista do Peru na elite masculina da WSL, Lucca Mesinas. Na chave de baixo, tem um confronto havaiano de John John Florence com Seth Moniz e um brasileiro, entre Caio Ibelli e Samuel Pupo.

Billabong Pro Pipeline
João Chianca definitivamente deixou sua marca. Ele perdeu para JJ Florence com a maior nota do Billabong Pro Pipeline. Foto: ©WSL / Tony Heff

O primeiro brasileiro a se classificar foi Miguel Pupo, que se atirou nos tubos de Pipeline para superar o campeão olímpico e vencedor desta etapa em 2019, Italo Ferreira.

O potiguar foi homenageado com uma estátua na sua cidade e tinha passado pelo peruano Miguel Tudela. Mas, não achou boas ondas na oitava de final com Miguel Pupo, que venceu por 12,40 a 8,73 pontos. Miguel tinha derrotado, por 12,83 a 7,10, o australiano Connor O´Leary na terceira fase.

Miguel comentou sobre a vitória de Samuel no duelo brasileiro com Deivid Silva pela terceira fase, quando ele selou a classificação num tubaço que valeu nota 8,33. Depois, Samuca brilhou de novo na bateria que fechou a terça-feira de altas ondas em Pipeline.

Billabong Pro Pipeline
Miguel Pupo. Foto: Tony Heff/ World Surf League

Nessa, surfou mais dois tubos incríveis para despachar um campeão da Tríplice Coroa Havaiana por 15,16 pontos, somando notas 7,83 e 7,33 contra o sul-africano Jordy Smith.

NOVATOS NA ELITE – Entre os oito novatos na elite do CT 2022 que estrearam no Billabong Pro Pipeline, somente Samuel Pupo e Lucca Mesinas chegaram nas quartas de final. O peruano estava perdendo para o norte-americano Kolohe Andino na terceira fase, mas quando restavam apenas 2 segundos para o término da bateria, Lucca entrou numa onda, se entocou lá dentro do tubo e conseguiu sair, virando o placar para 12,23 a 11,10 pontos com nota 6,83.

Lucca Mesinas ia fazer um confronto latino-americano de estreantes na elite, nas oitavas de final do Billabong Pro Pipeline.

Só que o costa-ricense Carlos Munoz contundiu o ombro na vitória sobre o português Frederico Morais na terceira fase e não conseguiu competir mais. Além do peruano, Samuel Pupo foi o outro único novato a se classificar para as quartas de final. Dois perderam antes dele no fim do dia.

Caio Ibelli despachou o australiano Callum Robson por 12,83 a 5,23 pontos e João Chianca perdeu para John John Florence na bateria mais emocionante da terça-feira.

MELHORES DO DIA – Os dois já tinham dado um show no sábado, quando se classificaram juntos na rodada inicial da primeira etapa do WSL Championship Tour 2022. Agora, somente um poderia avançar e John John Florence seguiu defendendo o título do Billabong Pro Pipeline.

O havaiano surfou dois tubaços seguidos que valeram 9,77 e 8,00 no maior placar do dia. Os 17,77 pontos superaram os recordes de Kelly Slater na abertura das oitavas de final contra Barron Mamiya, quando totalizou 17,23 com a nota 9,23 do tubo surfado nos últimos segundos.

Billabong Pro Pipeline
John John Florence. Foto: Tony Heff/ World Surf League

John John surfou essas duas ondas depois de pegar outra prancha, pois a que entrou na bateria se partiu ao meio numa queda. Mas, o novato João Chianca não se abalou.

Ele botou pra dentro de uma onda gigante, que rodou um tubo fantástico e conseguiu sair para receber a maior nota do ano. Dos cinco juízes, dois deram nota 10 para ele e a média ficou em 9,87. Chumbinho ficou precisando de 7,90 para vencer nos 10 minutos finais.

Na primeira tentativa, surfou outro tubo que valeu 6,17. Na segunda, dropou no crítico, só que não saiu. Na terceira rodou um tubão, mas a nota foi 6,87 e ele acabou derrotado por 17,77 a 16,74 pontos.

BRASILEIROS ELIMINADOS – Ou seja, o João Chumbinho perdeu, mas deixou seu nome no topo da lista das maiores notas do CT 2022. Na terça-feira, ele tinha passado pelo australiano Jack Robinson, ainda recordista de pontos com os 18,67 da sua estreia na primeira fase.

Além disso, João foi quem fez as maiores pontuações entre os brasileiros nos tubos de Pipeline, esses 16,74 e os 15,30 da primeira fase. Ele terminou empatado em nono lugar com os principais cabeças de chave do Billabong Pro Pipeline, o número 1 Filipe Toledo derrotado pelo havaiano Seth Moniz e o número 2 Italo Ferreira que perdeu para Miguel Pupo.

Billabong Pro Pipeline
Italo Ferreira. Foto: Tony Heff/ World Surf League)

Os três começam a temporada 2022 com 3.320 pontos no ranking da World Surf League. Deivid Silva, barrado no duelo brasileiro com Samuel Pupo na terceira fase, ficou em 17.o lugar com 1.330 pontos, junto com o peruano Miguel Tudela. Só Jadson André não passou nenhuma bateria e terminou em 33.o, marcando os mesmos 265 pontos recebidos pelo tricampeão mundial Gabriel Medina e por Yago Dora, que não competiram no Havaí.

BILLABONG PRO PIPELINE – VÍDEOS

PRÓXIMAS BATERIAS DO BILLABONG PRO PIPELINE:

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos e US$ 16.000:
1.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Kelly Slater (EUA)
2.a: Miguel Pupo (BRA) x Lucca Mesinas (PER)
3.a: John John Florence (HAV) x Seth Moniz (HAV)
4.a: Caio Ibelli (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 2.610 pontos e US$ 13.000:
1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Malia Manuel (HAV)
2.a: Tyler Wright (AUS) x India Robinson (AUS)
3.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) x Moana Jones Wong (HAV)
4.a: Isabella Nichols (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)
5.a: Carissa Moore (HAV) x Bethany Hamilton (HAV)
6.a: Gabriela Bryan (HAV) x Brisa Hennessy (CRI)
7.a: Johanne Defay (FRA) x Molly Picklum (AUS)
8.a: Lakey Peterson (EUA) x Luana Silva (HAV)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO HAVAÍ:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos e US$ 13.000:
1.a: Kelly Slater (EUA) 17,23 x 15,17 Barron Mamiya (HAV)
2.a: Kanoa Igarashi (JPN) 11,70 x 10,50 Leonardo Fioravanti (ITA)
3.a: Miguel Pupo (BRA) 12,40 x 8,73 Italo Ferreira (BRA)
4.a: Lucca Mesinas (PER) 3,07 x w.o Carlos Munoz (CRI)
5.a: Seth Moniz (HAV) 8,00 x 3,50 Filipe Toledo (BRA)
6.a: John John Florence (HAV) 17,77 x 16,74 João Chianca (BRA)
7.a: Caio Ibelli (BRA) 12,83 x 5,23 Callum Robson (AUS)
8.a: Samuel Pupo (BRA) 15,16 x 8,20 Jordy Smith (AFR)

TERCEIRA FASE – 17.o lugar com 1.330 pontos e US$ 10.000:
1.a: Barron Mamiya (HAV) 10,77 x 8,57 Conner Coffin (EUA)
2.a: Kelly Slater (EUA) 11,70 x 1,50 Jake Marshall (EUA)
3.a: Kanoa Igarashi (JPN) 7,67 x 5,63 Owen Wright (AUS)
4.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 9,66 x 7,33 Nat Young (EUA)
5.a: Italo Ferreira (BRA) 13,67 x 9,60 Miguel Tudela (PER)
6.a: Miguel Pupo (BRA) 12,84 x 7,10 Connor O´Leary (AUS)
7.a: Carlos Munoz (CRI) 12,37 x 7,43 Frederico Morais (PRT)
8.a: Lucca Mesinas (PER) 12,23 x 11,10 Kolohe Andino (EUA)
9.a: Filipe Toledo (BRA) 12,44 x 9,50 Ivan Florence (HAV)
10: Seth Moniz (HAV) 12,00 x 10,27 Ezekiel Lau (HAV)
11: João Chianca (BRA) 13,37 x 8,33 Jack Robinson (AUS)
12: John John Florence (HAV) 14,57 x 5,40 Jackson Baker (AUS)
13: Caio Ibelli (BRA) 11,23 x 10,43 Griffin Colapinto (EUA)
14: Callum Robson (AUS) 10,97 x 10,00 Ethan Ewing (AUS)
15: Samuel Pupo (BRA) 14,00 x 5,26 Deivid Silva (BRA)
16: Jordy Smith (AFR) 14,00 x 10,00 Matthew McGillivray (AFR)

*Por João Carvalho

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