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quarta-feira, 12 junho, 2024
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Beyond Sunset: A emocionante história de pai e filha no surf de ondas grandes

O média-metragem Beyond Sunset emociona ao contar a bela história de pai e filha reunidos pelo surf de ondas grandes

Beyond Sunset, ou em português, “Para além de Sunset”, certamente é um filme de surf. Mas é também muito mais. No sentido de que conta uma história que está enraizada como poucas no contexto de quem vive para as ondas, ao mesmo tempo em que toca em temas universais. Como a relação entre um pai e uma filha separados pelos traumas causados pela guerra e reunidos pelo amor ao oceano. O pai é Roger Erickson, um dos mais lendários surfistas de ondas grandes da história, veterano de combates sangrentos no Vietnã e performances heróicas em Waimea. A filha, Emi Erickson, reconhecida como uma das mais destacadas “big riders” da atualidade.

A saga familiar de Emi e Roger é fascinante por si só, mas o que coloca o filme num outro patamar é a sensibilidade com que os diretores Keith Malloy e Jeff Johnson, ambos surfistas de alma, apresentam essa emocionante história. Keith tem entre seus créditos de direção Come Hell or High Water, de 2011, e Fishpeople de 2017, já Jeff foi um dos responsáveis pelo roteiro do clássico 180º South. Todos filmes que merecem muito ser assistidos e revelam um olhar diferenciado no registro da relação profunda que pessoas especiais, como o pai e a filha retratados em Beyond Sunset, tem com o oceano.

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O média-metragem tem pouco menos de 30 minutos, que passam rápidos demais. Fica aquela vontade de seguir acompanhando o dia a dia dos dois protagonistas moradores do North Shore de Oahu. Picos como Sunset e Waimea são exibidos em toda sua beleza, assim como Jaws, onde Emi enfrenta alguns dos momentos mais desafiadores de sua trajetória de surfista de ondas grandes. Na época de seu pai, Jaws ainda nem estava no mapa. Mas foi Roger um dos surfistas que mais contribui para a mística em torno de Waimea, como as clássicas fotos exibidas, e os relatos de pesos pesados do surf de ondas grandes do calibre de Darrick Doerner, deixam explícito.

Quando Roger era uma das figuras dominantes em Waimea, as pranchas usadas por todos os surfistas de ondas grandes tinham apenas uma quilha. Em tempos modernos, sua filha poderia ter optado por modelos com diferentes combinações de quilhas, mas escolheu seguir a mesma linha que o pai. Vai lá conferir que essa história é bacana demais. E a exibição no canal da marca de equipamentos para esportes de aventura Yeti, no YouTube, vem com opção de legendas com tradução automática para o português, permitindo que seja perfeitamente compreendida.

Assista:

 

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