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Bertioga Paddle Club vence 20ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana

Na prova considerada a mais técnica desde a sua criação, pelas condições enfrentadas, a equipe Bertioga Paddle Club garantiu o bicampeonato na 20ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana, neste sábado (25). A tradicional disputa com 75 quilômetros de remadas em mar, rio e no Porto do Santos contou com 23 canoas competindo, numa disputa de nível elevado.

A largada e chegada foram na Praia da Aparecida, em Santos, e os competidores remaram no sentido anti-horário, primeiro no mar, depois no Canal de Bertioga, até a Base Aérea, seguindo pelo Porto de Santos para completarem o percurso. No total, cerca de 600 pessoas estiveram envolvidas no evento, entre remadores (nove em cada equipe, apoios, staffs, organização e entidades oficiais), reunindo 42 barcos acompanhando as canoas. A cada chegada, muita festa na areia, tanto dos atletas quanto do público, reconhecendo o esforço feito num desafio que exige estratégia e muito preparo físico e psicológico.

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Depois de enfrentarem os 40 km de mar, com muita ondulação de sul, calor e vento, que garantiram muito downwind e até ondas surfadas, e um trecho duríssimo no Canal de Bertioga, com maré contra, mesmo cenário no Porto, os bicampeões terminaram o percurso em 6 horas 21 minutos e 24 segundos, quase 30 minutos à frente da Brucutus, a única equipe a ter competindo nas 20 edições e que, novamente, garantiu dobradinha para Bertioga, desta vez competindo com formação master (40 anos ou mais), com 6h49min50s.

O terceiro lugar ficou com a Sampa Canoe Club, time da capital, da categoria 50+, que perdeu o vice-campeonato no trecho final da prova, chegando logo atrás, com 6h52min17s. Do segundo ao sexto lugar, a disputa foi acirrada e a diferença pequena entre as canoas. Na categoria mista (três homens e três mulheres), a Canoa Para Todos, de São Sebastião, foi a melhor, na excelente sexta colocação geral, com 6h56min11s. Destaque também para a única equipe 60+, a Guapuruvu, mais uma de São Sebastião, que terminou em 16º lugar, com 7h52min46s.

Remadores da equipe Bertioga Paddle Club comemoram a vitória 20ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana. Foto: Ivan Storti

LIDERANÇA – Na prova, os bicampeões lideraram desde os primeiros metros, já abrindo larga vantagem logo nos primeiros quilômetros e foram ampliando a diferença, sobretudo com a habilidade do leme feito por Marinho Cavaco, que conhece muito bem as condições do mar.

“Vitória emocionante, uma prova alucinante, principalmente a parte de mar. Foi vento e onda a favor, surfamos demais. Quando entramos no Canal de Bertioga, que a previsão era estar a favor, pegamos contra o tempo todo. A equipe estava bem e tivemos o Marinho, que manja muito desse mar e onda de surf”, vibrou o capitão da equipe, Renato Inácio Santos, o Big, que junto com Marinho, remou com Cristiano Rossoni, Icaro dos Santos, Ricardo Vieira, Douglas de Freitas, José Marcos Mendes Filho, Jorge Bita da Silva e Tiago Aguiar.

Marinho também festejou o bicampeonato, destacou o elevado nível técnico e a organização da prova. “Fazia tempo que não remava uma Volta nessas condições. Foi bem técnica, o canal inteiro contra. Todo mundo que terminou está de parabéns e quero agradecer a nossa equipe. Sem o motor, a gente não anda. Conseguimos aproveitar a ondulação e foi a parte mais excitante, surfamos. E no final aquela dureza. Isso tudo engrandece e eleva o nível da prova. Parabéns organizadores, porque deu tudo certo”, disse o remador.

Único atleta a ter disputado todas as 20 edições da Volta à Ilha de Santo Amaro, Everdan Riesco, capitão da Brucutus, ficou emocionado com mais uma prova concluída. “Essa é uma marca pessoal minha e espero que incentiva outros a darem continuidade. São 23 anos de canoa, de Brucutus. Começamos novos, o tempo passou e a equipe foi ficando mais velha. Fomos na 40+ e fizemos dobradinha de novo de Bertioga”, comemorou.

“A prova foi difícil e garantimos o segundo lugar apenas no final. Fomos entrando na disputa, não deixando a disputa entrar em você. Fomos tranquilos, o mar ajudou em alguns momentos, mas não nos empolgamos porque tinha a parte dura do rio e conseguimos seguir firmes. Quero homenagear meu amigo Jair Isaias, que nos deixou na sexta-feira e era um grande incentivador”, complementou emocionado Riesco.

2024 – O idealizador do evento, Fábio Paiva, um dos maiores entusiastas da modalidade no Brasil e responsável pela primeira canoa no País, falou com satisfação de mais uma edição concluída e já projeta a competição para 2024. “Foi sensacional, considero essa edição marcante. Uma prova muito técnica, talvez a mais dentro todas até hoje. As equipes tiveram várias dificuldades e souberam lidar com os imprevistos. As equipes que completaram são diferenciadas. Animadas e competem para se desafiarem”, falou.

“Santos é a única cidade do Brasil que tem o seu dia municipal da canoa havaiana, sempre comemorado no dia da Volta à Ilha. É um evento que está no calendário do município. Este ano homenageamos o Projeto Kaora, que cuida de mulheres com câncer usando a canoa havaiana e conta com 120 beneficiadas, tudo gratuitamente. Em 2024 não queremos nos preocupar com quantidade de canoas. Vamos abrir janela de inscrições para equipes que já participaram da prova e mais umas quatro novatas. Dessa forma temos um domínio maior da prova”, contou Paiva.

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