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quinta-feira, 18 abril, 2024
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DIÁRIO HABAIANO 2

Por Julio Adler 05/12 http://www.youtube.com/watch?v=EetSqPk-Q7o São seis ou sete da noite na movimentada cidade de Haleiwa, domingo sem onda, gente por todo canto e Bootsy Collins (http://www.youtube.com/watch?v=T62XibPMlXw) batucando seu baixo com a categoria habitual. Ontem foi dia da volta olímpica pela ilha, East side, dica do Pepe. Não saímos do carro, exceto pelo http://polynesianculturalcenter.com/ e o Jack in the Box. Voltei enormemente iluminado. No Polynesian center, descobri que, de forma alguma, aquilo era um museu, mas uma verdadeira experiência da vida primitiva desses exóticos povos, com luau e tudo. Comprando um ingresso, o sortudo tinha a oportunidade de experimentar cada uma das ilhas mais famosas da Polinésia, Tonga, Fiji, Rapa Nui (Páscoa), Samoa, Tahiti, Havaí. Pela módica quantia de 120 doletas, a vítima, quero dizer, o alegre cliente, tem direito a um autêntico banquete cultural – sem sal de frutas. 06/12 Mais turismo. Surfe social em Backyards, 2 a 3 pés havaianos, traduzido para a métrica brasileira, um metro, às vezes mais numa série ou outra, o tal do head high dos gringos. Fun (http://stephanfigueiredo.blogspot.com/) emprestou uma 5’10’’, minha fiel companheira nessa temporada sem ondas. Quando imaginei que passaria 15 dias no Havaí surfando de 5’10’’? Verdade é que cada dia sem ondas no Havaí vale por uma semana de surfe clássico em casa. Saindo do mar, nosso camarada e guia local Rodrigo Gota gentilmente nos levou para conhecer um pouco mais da culinária havaiana. Fomos direto para o Giovanni’s Shrimp Truck (http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g60651-d807487-Reviews-Giovanni_s_Shrimp_Truck-Kahuku_Oahu_Hawaii.html) conhecer o famoso caminhão do camarão. Escolhi, como não poderia deixar de ser, o Hot & Spicy e ainda hoje os efeitos colaterais voltam para me assombrar à noite. 07/12 Mar subiu! Backyards tinha mais um metro de onda. Rocky Point, OTW, Log Cabins e Laniakea quebraram um dia inteiro, perfeito, apenas 3000 surfistas na água. Paraíso. 08/12 Billabong Pipeline Masters Day One from MSW Six Weeks North Shore on Vimeo. Pipe Masters. Ou seria Gummy’s Masters? Fica uma rasgada do Taylor Knox na memória, o resto esquece-se. 09/12 Backdooring the Storm from MSW Six Weeks North Shore on Vimeo. A frustração de não ter o segundo dia do Pipe Masters. Kona wind, vento errado. Como curar isso? Compras, afinal de contas estamos na América, terra da oportunidade. Mesmo na roça que é o North Shore, é possível alcançar a civilização em apenas 20 minutos. Por civilização entenda-se lojas arreganhadas como as mocinhas na rua da luz vermelha. O pecado da gula consumista não perdoa. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra. 10/12 Velho sonho de infância, Velzyland. Explico: quando garoto, morando na Gávea e surfando no Quebra-mar todo dia, os primeiros ídolos idolatravam Larry Bertleman, Buttons e Mark Liddel – eu ia na onda. Dudu e Matias foram antes, pouca gente na água, alguma chuva, vento indo e vindo. Senti falta dos locais ameaçadores, do tapa na cara, dos xingamentos, do fora haole e surfei como se havaiano fosse. Não se repetirá. Show beneficiente dos fundo de reserva dos salva-vidas com Butch Helemano no Waimea Falls. Todos peso-pesados estavam lá, sorrindo e bebendo alegremente. Quem diria, surfar Velyland e ir num show do ícone havaiano cercado dos mais temidos locais do North Shore no mesmo dia? Já me sinto um local. 11/12 Bom local que sou, fui surfar com minha fiel 5’10’’ em Backyards. Outro dia de 2 a 3 pés, metro e pouco pros chegados. Mais compras. 12/12 Velzyland… Desta vez com toda sorte de gente n’água. Vejam o que é a falta de modos, 3 ou 4 surfistas de meia tigela se revezavam dando voltinhas nos locais e quem mais ousasse sentar no outside e esperar por uma série. Obra do destino, nem Perry Dane, nem Junior Moepono, nem João Boy, nada… Sem ordem no line-up, sem aloha, retirei-me resignado, não sem antes experimentar o verdadeiro espírito havaiano e rabear descarademente um dos palhaços. 13/12 Ja dizia o ditado, it’s only Rocky Point but I like it. Rocky Point deve ser o lugar mais disputado do mundo. Disputa pela melhor foto nos dois lados das lentes, disputa pela onda, melhor manobra, bermuda mais colorida, prancha mais esquisita, corte de cabelo mais criativo, quem chega na praia com mais gente pendurada, maior equipe, menor biquíni, maior biquíni, cortes no pé, quem rabeia mais, quem é mais rabeado. Sem resistir aos meus impulsos competivivos adormecidos, lancei-me aos leões na esperança de não ser notado, ao que tive enorme sucesso. Mais compras.

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