Por Julio Adler Estou tentando muito conter minha frustração com a ASP. Triple Crown é um sonho pra mim. Me deem uma chance! Um segundo e um terceiro não me dão a oportunidade de competir em Pipe na disputa pela Triple Crown? Estranho, não? Me deixem surfar Pipe! Julian Wilson bombardeou o Twitter com essas mensagens nos últimos dias, indignado com sua exclusão no campeonato de Pipe e automaticamente da disputa pela Tríplice Coroa Havaiana. A questão é que aqui no Havaí toda e qualquer decisão é a favor dos locais, o que nem sempre é injusto, mas nesse caso específico parece um pouco despropositado. Julian fez as duas finais nas duas primeiras jóias da coroa e está apenas 26 pontos atrás do líder Joel Parkinson e 8.74 na frente do terceiro colocado, Raoni Monteiro, com excelentes chances de beliscar o título mais cobiçado da temporada havaiana. Para competir no Pipeline Masters a coisa funciona assim, são os 32 do World Tour, mais os 8 melhores colocados do campeonato de Pipe (Volcom Pipe Pro), mais duas vagas para havaianos, uma para o melhor havaiano no ranking unificado da ASP, essa foi para Granger Larson, uma para o melhor havaiano com chances de vencer o Triple Crown e mais quatro vagas, dois convidados da ASP e dois do patrocinador. Os dois convidados da ASP foram Rob Machado, por ser o único Pipe Master dos últimos 10 anos que não estava na lista e Heitor Alves, por estar garantido nos 32 melhores para o próximo ano. Os wildcards do patrocinador são Shane Dorian (Billabong) e Kalani Chapman (Vans). Um movimento silencioso esta em curso nas redes sociais para colocar Julian Wilson no Pipe Masters. Gostaria de ver um movimento igualmente indignado pedindo a vaga para Raoni Monteiro, melhor brasileiro colocado no Triple Crown em quase 30 anos de Tríplice Coroa.