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Slater a um passo do 10º

Por Julio Adler Desde 1996, quando competiu na Figueira da Foz, que o nove vezes campeão mundial não consegue nada além do 17º lugar em Portugal. Tudo sempre dava errado: atrasos, ressacas, falta de sorte ou excesso dela no outro lado, se alguma podia não correr bem pro Slater, pode apostar que não corria. Até hoje. Quando entrou na água pra duelar com Jordy, a quarta geração que o confronta, Slater ja não tinha mais nada a perder. Ao fazer a final, Slater já tinha atingido seu objetivo, que era tirar o mais perigoso dos seus adversarios, Mick Fanning, da luta e terminar uma vez mais na frente do Jordy Smith. Nada mais interessa ao Slater em 2010, apenas o décimo titulo. É quase uma questão de honra. Durante todo evento, Slater não teve uma atuação brilhante, como tivera no Tahiti ou França, sempre parecia um pouco apático, quase desinteressado. Talvez estivesse farto de ser o melhor surfista e não vencer, desta vez faria ao contrário, venceria sem se preocupar em ser o melhor surfista, como fez em Trestles. Isso fica claro quando analisamos as estatísticas do evento. Uma onda do Careca nas dez melhores e apenas a nona maior pontuação do Rip Curl Pro. Pra quem esta acostumado a ter as três melhores notas e os maiores scores de todos eventos, isso é completamente atipico. De certa forma, Slater parecia saber como manter a atenção longe dele e comer pelas beiradas. Foi assim que passou duas vezes por Davo e Damien Hobgood. Em dias como esse, tudo que precisa fazer é vencer três baterias. Quartas, semi e final, uma equação simples e dificílima ao mesmo tempo. Jordy teve vida mais dura, Patrick Gudauskas vendeu caro sua derrota nas quartas. O sonho de todo realizador de campeonato no mundo inteiro é ter o numero um e dois do ranking numa final trocando hostilidades, como dizem em Portugal. Jordy queria mostrar sua superioridade e Slater queria apenas ganhar mais um. Em 8 etapas, Slater chegou a cinco finais, Jordy chegava a sua terceira. Pela primeira vez iriam se defrontar numa final e justamente no ano que estão disputando o titulo. Slater foi frio e letal na maneira como competiu, Jordy foi uma vez mais passional e isso ainda vai custá-lo alguns canecos. Indo para Porto Rico, Slater lidera com ainda mais distancia do segundo colocado e desta vez deve encontrar motivação no fato de nunca ter vencido uma etapa dos eventos The Search. Fora isso, nada mais o abala até Pipe. A questão agora já nem é mais se ele ganha ou não o décimo titulo, mas o que vai fazer depois de conquistá-lo. RIP CURL PRO PORTUGAL MEN’S FINAL RESULTS: 1 – Kelly Slater (USA) 13.33 2 – Jordy Smith (ZAF) 11.43 RIP CURL PRO PORTUGAL MEN’S SEMIFINAL RESULTS: SF 1: Kelly Slater (USA) 16.03 def. Chris Davidson (AUS) 12.20 SF 2: Jordy Smith (ZAF) 14.00 def. Jeremy Flores (FRA) 10.57 RIP CURL PRO PORTUGAL MEN’S QUARTERFINAL RESULTS: QF 1: Chris Davidson (AUS) 9.50 def. Adrian Buchan (AUS) 7.50 QF 2: Kelly Slater (USA) 15.24 def. Damien Hobgood (USA) 12.56 QF 3: Jeremy Flores (FRA) 14.17 def. Owen Wright (AUS) 13.67 QF 4: Jordy Smith (ZAF) 13.70 def. Patrick Gudauskas (USA) 12.50 RIP CURL PRO PORTUGAL MEN’S ROUND 5 RESULTS: Heat 1: Chris Davidson (AUS) 11.84 def. Michel Bourez (PYF) 9.94 Heat 2: Damien Hobgood (USA) 11.10 def. Matt Wilkinson (AUS) 10.83 Heat 3: Owen Wright (AUS) 13.40 def. Travis Logie (ZAF) 9.73 Heat 4: Patrick Gudauskas (USA) 15.00 def. Jadson Andre (BRA) 8.16 Veja a bateria decisiva. Kelly Slater x Jordy Smith: http://www.youtube.com/watch?v=7KhXTyWaZVg

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