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quarta-feira, 17 abril, 2024
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Vive les BrÉsilien!

Por Julio Adler A França ama o Brasil e os franceses amam os brasileiros. De todos países do World Tour da ASP, nem no Brasil se torce para o Brasil como na França. Os caras adoram capoeira, samba, caipirinha e o nosso espetacular Cecê depois dum dia intenso na praia sambando, jogando capoeira e enchendo os cornos de caipirinha. Claro que temos hordas de brasileiros torcendo na Austrália, na Califa e em Portugal. Mas na França eles não apenas nos respeitam como até, pasmem!, nos admiram. Jadson é a nova estrela tupininquim no circuito e antes de falar dele, um outro menino, sem barba na cara e sem cecê, merece atenção especial. Não é de hoje que o jovem Filipe Toledo (filho do bi-campeão brasileiro Ricardo Toledo) faz a turma levantar as sobrancelhas de assombro. Lembro bem dele no Hang Loose Pro de Noronha de 2009 enfileirando um monte de barbados e avançando até o round dos 24 para surpresa de muitos. No evento que vem se tornando uma tradição para a supremacia brasileira nas categorias de base (Guigui, Medina…), mais um conterrâneo fez final no disputadíssimo King of the Groms. Filipinho não apenas chegou até a final, mas o fez de forma extraordinaria com a onda mais bem surfada de todo evento até agora – arrisco dizer dos dois eventos. Matt Banting venceu a final mas foi Filipe que na semi final levantou a praia. No futuro esses dois ainda vão disputar muitas baterias no World Tour. No restante da segunda fase, depois de três dias de incertezas, Luke Munro e Jadson foram os dois que calaram a boca de tantos criticos – eu incluso. Munro teve uma bateria formidável contra Andy Irons. Num mar quase impossível de achar ondas excelentes, Andy conseguiu um 9 e tudo parecia liquidado num dia onde mais da metade dos competidores mal conseguiram passar dos 10 pontos total, contando as duas ondas. “Se aquela onda não foi um 10 não sei mais o que é…”, disse Matt Wlkinson quando Munro saiu da bateria. Na melhor onda do Quiksilver Pro até agora, Munro simulou Backdoor numa onda que caiu feito um prédio desabando, saiu limpo e bateu o tricampeão mundial, que ainda não passou da terceira fase desde que venceu no Tahiti. Wilko mal sabia do seu destino quando entrou contra Jadson na oitava bateria da (primeira) repescagem… Numa entrevista para a revista gay australiana Stab, Matt Wilkinson deu uma espetada nos brasileiros (mais especificamente Jadson, creio eu) quando falava da sua estrategia para se classificar pros 44 em 2010. O australiano explicava que percebeu, assistindo os WQS, que tudo que ele precisava para passar baterias era acertar dois bons aéreos por bateria e logo em seguida concluiu, insinuando que os brasileiros já estavam fazendo isso e que logo ele teria que mudar seu jeito de competir. Sendo Jadson o brasileiro que melhor fazia o que ele descreve, acho que a implicância era direta a ele. Dentro d’água num confronto direto contra Jadson, Wilko foi uma vez mais escovado. Jadson nem precisou usar seu aéreo reverse para vencê-lo. Entubando de backside e atacando a onda mais vertical e mais veloz do que o “aussie”, Jadson provou que não é surfista de apenas uma manobra. Com previsões prometendo condições épicas para o resto do evento, mal podemos esperar.

Round 4 – Heat 3 – Jordy Smith x Jadson Andre x Adrian Buchan http://www.youtube.com/watch?v=kvGlRVyU0IE Round 3 – Heat 8 – Jadson Andre x Jeremy Flores

http://www.youtube.com/watch?v=j3bZPGVuW4A Round 2 Heat 8 – Jadson André x Matt Wilkinson http://www.youtube.com/watch?v=MPpCYNO64cc

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