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dois bocejos

Por Julio Adler Owen Wright colaborou para expulsar Luke Munro do World Tour, em 2011. Owen tem usado uma 6’1” mais grossinha pra andar nas paredes macias de Trestles, e se passar por Tiago Pires na proxima fase, pega Slater. Aqui uma história curiosa, Tiago Pires também avançou, sem nenhuma dificuldade, batendo Dan Ross. Tanto Tiago quanto Owen têm um histórico no mínimo interessante contra o Careca. Owen foi a pedra no sapato do Slater em 2009 e Tiago é um dos únicos surfistas no Tour com vantagem nas disputas contra Slater. Imagino que o Careca vai assistir atento a quinta bateria do dia… A surpresa do dia, se é que podemos chamar qualquer coisa que venha dum homem de quase 40 anos surpresa, foi a destruição total e completa de Roy Powers por Taylor Knox. Taylor vinha de dois 33s, J-Bay e Tahiti. “Eu estava muito frustrado com esses dois resultados e conseguir surfar bem aqui em casa na frente dos amigos e da família é um bônus”, disse um Knox empolgado depois da bateria. Na sua melhor onda, T. Knox mandou talvez a manobra que mais se aproxima da estupidez que Dane Reynolds fez contra Kolohe, uma rasgada de tal potência que fez um buraco no meu monitor. Taylor me deve essa. Conversando com o shaper Ricardo Martins, ele atentou pro número na camisa do Luke Stedman, 24… Na falta do Nathan Webster no Tour, Stedman cumpre bem o papel de Priscila, A Rainha do Deserto. Não fosse por isso, o que falar do Stedman? Adam Melling continua na sua excepcional forma e passou sem problemas por outro surfista inexpressivo, Tom Withaker. Vale notar que Melling tem algo do Tadeu Pereira quando volta das suas meias manobras. Sendo que Tadeu sempre se destacou em ondas grandes, coisa que até agora ninguém sabe direito sobre Melling. Kieren Perrow passou uma bateria, se é que isso pode interessar alguém. E finalmente, Dusty Payne! Segundo press releases, Dusty isso e aquilo, Dusty faz e acontece, Dusty pra lá e Dusty pra cá. Até agora, metade do ano terminado, Dusty não se decidiu se é o surfista que todos vimos boquiabertos no clássico instantâneo Modern Collective ou o burocrata assustado que venceu Jeremy Flores. Claro que temos uma única manobra contra Slater em Winkipop, mas do jeito que a carruagem anda, Dusty tá mais para Noah Budroe (surfista que influenciou Ricardo Tatui nos anos 80) do que pra Dane Reynolds. E tivemos a Expression Session, uma manobra do Dane que entra em qualquer filme… Clique aqui para acompanhar o terceiro round ao vivo.

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