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ADORÁVEL ANDY

Por Julio Adler

Gostou? “Sim! Dei uma grande mordida e adorei a sensação de vencer de novo. Não esperava que fosse tão cedo…”, confessou um Andy Irons completamente diferente do que aquele que abandonou o Tour em 2008 – embora o mesmo. O último dia do Billabong Pro Tahiti 2010 foi repleto de lugares comuns.  Dane perdeu, Kelly fez o seu sempre esperado 10, Andy o bateu ainda uma vez mais (8 x 4, segundo a ASP), C.J. na final, tubos e sol brilhando.

Depois do quase insuportável período de espera, lembraremos apenas de uma coisa desse evento, o drope voando, quilhas no ar, braços abertos como um equilibrista atravessando um abismo na corda bamba sem rede embaixo. O recife exposto, pronto para moer a carne de quem ousasse desafiar seus poderes malignos, foi ignorado pelo Careca. Tudo parecia demais com os flashbacks de LSD que Timothy Leary descreve no seu livro de mesmo nome, fechava os olhos e lá estava ele em queda livre aos dois ou três pés de água que sustentam a onda ali e, quase guilhotinado pelo lipe, dentro do caroço – e fora!

Temi que Slater tivesse atingido seu ápice na bateria. Em longos dias de competição como esse, coisas estranhas acontecem. Kelly versus Andy não era mais um desejo coletivo dos entusiastas espalhados pelo mundo, KS x AI era uma das baterias da semifinal! O ritmo foi ditado pelo havaiano, profundamente entocado num túnel que, não fosse os super poderes do seu adversário, valeria facilmente uma nota 10. Andy falou sobre a bateria depois da final: “Competi duas finais hoje. Uma contra Kelly e outra contra C.J. O último minuto contra Slater foi o mais longo da minha vida… Eu ficava o tempo todo pensando que ele ia conseguir uma onda e faria um 9.5 ou coisa parecida, como em J. Bay naquele dia…”

“Ninguém sabe o duro que eu dei”, diria Simonal e Andy. A figura que merecia piedade e misericórdia dos seus iguais na primeira etapa, pela falta de ritmo e forma, foi lutando para respirar num circuito dominado por gente que se habituou a comer no cafe da manhã. Desde o ano passado quando anunciou sua volta ao circuito, Andy foi se transformando num personagem distante do que conhecíamos. Suas entrevistas eram ternas e cheias de humildade, Andy passou de mais odiado a mais amado em questão de meses. E como diz a frase em inglês, todo mundo adora um vencedor e Andy é dos mais adoráveis vencedores de toda história.

O que acontece agora é que Kelly está em segundo, colado no Jordy. Com os descartes, Kelly tem ligeira vantagem, um 1º, um 2º e um 3º, enquanto Jordy tem 1º, 2º e 5º. Não cabem tropeços nessa temporada. E Andy esta de volta. Alguém não deve estar dormindo direito.  

Assista aos melhores momentos da final:

http://www.youtube.com/watch?v=9LJItq6NWWU   

RESULTADOS DA FINAL: 1 – Andy Irons (HAW) 14.67 2 – C.J. Hobgood (USA) 8.33 RESULTADOS DA SEMIFINAL: SF 1: C.J. Hobgood (USA) 15.00 def. Jeremy Flores (FRA) 12.93 SF 2: Andy Irons (HAW) 13.57 def. Kelly Slater (USA) 10.26 RESULTADOS DAS QUARTAS-DE-FINAL: QF 1: C.J. Hobgood (USA) 14.53 def. Tiago Pires (PRT) 6.23 QF 2: Jeremy Flores (FRA) 11.80 def. Fredrick Patacchia (HAW) 11.33 QF 3: Kelly Slater (USA) 18.67 def. Adrian Buchan (AUS) 12.77 QF 4: Andy Irons (HAW) 16.44 def. Patrick Gudauskas (USA) 11.00 RESULTADOS DO ROUND 4: Heat 1: C.J. Hobgood (USA) 13.50 def. Dane Reynolds (USA) 9.67 Heat 2: Tiago Pires (PRT) 14.83 def. Adriano de Souza (BRA) 12.83 Heat 3: Fredrick Patacchia (HAW) 10.00 def. Owen Wright (AUS) 1.10 Heat 4: Jeremy Flores (FRA) 10.00 def. Manoa Drollet (PYF) 5.37 Heat 5: Kelly Slater (USA) 17.70 def. Adam Melling (AUS) 8.43 Heat 6: Adrian Buchan (AUS) 16.67 def. Michel Bourez (PYF) 8.83 Heat 7: Andy Irons (HAW) 14.17 def. Mick Fanning (AUS) 14.07 Heat 8: Patrick Gudauskas (USA) 17.00 def. Damien Hobgood (USA) 13.66 ASP WORLD TITLE RACE – TOP 5 (Após o Billabong Pro Tahiti) 1 – Jordy Smith (ZAF) 30,250 pts 2 – Kelly Slater (USA) 30,000 pts 3 – Taj Burrow (AUS) 25,250 pts 4 – Dane Reynolds (USA) 23,750 pts 5 – Adriano de Souza (BRA) 23,250 pts  

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