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(Verdadeiro) Tour dos Sonhos?

O surf competitivo começou a mudar depois que a ASP vendeu parte de seus direitos. Com isso, os rumos do surf podem seguir por caminhos jamais vistos. Por isso, perguntamos: como seria o verdadeiro Tour dos Sonhos?

Por Matias Lovro / Ilustração Arthur d’Araujo

Períodos de espera estão com seus dias contados. Logo, o swell chegará com o apertar de um botão. Ventos soprarão na direção que bem entendermos – as marés que esperem o horário nobre. Milhões de torcedores berrarão da arquibancada ao ver seu atleta preferido sendo cuspido de um tubo milimetricamente desenvolvido. Condições clássicas serão a norma, não mais uma exceção. E, lá de cima – lá de cima de uma pequena cabine móvel, assistindo sempre do melhor ângulo –, a silhueta do dono do estádio, do dono da piscina, do dono da transmissão, do dono do surf, uma sombra careca, estará julgando a tudo e a todos.

Ou não. Tudo isso pode ser uma fantasia. Provavelmente é. Mas, com a compra dos direitos de imagem da ASP pelo mesmo empresário que dirige a Kelly Slater Wave Company, não é difícil se perder imaginando as mudanças possíveis a partir do modelo de piscina de ondas do Careca mais fominha dos sete mares. Com a ajuda do imaginário de diversas figuras do surf, a HARDCORE criou um esboço do que seria um circuito ideal. São só sugestões – mas ninguém vai reclamar se algumas se concretizarem.

Show de acesso

As filas estão crescendo. Os ingressos já se esgotaram e as câmeras perseguem os atletas no vestiário. As entrevistas são curtas – eles estão mais preocupados com a rotina de aéreos de seus adversários do que frases montadas por dirigentes de marketing de companhias aéreas e marcas de carro. Na etapa de tubos, no mês passado, Parko segurou a borda com uma mão, a parede com outra, manteve-se sob a cortina d’água clorada por 3,749 segundos a mais do que seu rival Gabriel Medina e tomou a liderança do circuito. Ele não sabe que acabará o ano em segundo lugar. De novo. Mas ainda faltam duas etapas para isso. Agora, suas chances dependem de pensamento estratégico – a intimidação já ficou velha.

Os dois se revezam nas seis ondas. Baterias dificilmente passam de dez minutos. Uma direita para Parko. Outra idêntica – idêntica – para Medina. Parko opta por manter- se na água, dilacerando aquela onda adocicada. Mas ele precisa de variação e, quase aos 40 anos, seu joelho já não aguenta aterrissar como o jovem brasileiro. Na metade de sua volta na Piscina Oval (um popular estádio de ondas), o veterano cai da prancha, afunda na água e fica por lá – pelo menos por alguns momentos, até os berros das centenas de milhares de fãs enlouquecidos cessarem. Diminuírem. Ele sabe que, a menos que o inesperado aconteça e o brasileiro erre sua diversificada rotina de aéreos, as duas direitas e as duas esquerdas que lhe restam dificilmente cativarão a atenção dos jurados.

Notas desceram ralo abaixo quando as primeiras piscinas de competição foram construídas. O surf é subjetivo e Slater sabe disso. Sabe que não adianta quantificar qualidade acima de uma onda. Sua solução é simples – mais simples do que somar números quebrados. Jogue os juízes para a frente das câmeras. Cada um escolhe um vencedor. E explica por quê. Na frente de todo estádio e na frente de todo o mundo. Slater andou assistindo a Ídolos.

O inesperado não aconteceu. Medina voou e só um juiz deu a vitória a Parko. Algum juiz sempre dá a vitória a Parko. Com os pontos do evento, Gabriel já está perto de se classificar mais uma vez. Mas ainda faltam duas etapas. Ondas pequenas – moleza. E o Kelly. Aquela cópia barata do Eddie. Eddie Aikau na piscina. Dá desgosto. Dá dinheiro. E continuará dando.

A elite

Surfista não quer aparecer na TV aberta. Surfista não quer dar entrevista em vestiário. Não quer aparecer em outdoor, dar autógrafo ou bater a audiência de ninguém. Surfista não quer pegar um voo para longe do mar, entrar num estádio lotado, nem ficar dando voltinhas numa piscina para depois escutar cinco desconhecidos dizendo se ele venceu ou não – tudo isso na frente de 37 câmeras e uma arquibancada com 500 mil fãs enlouquecidos.

Cada um desses atletas se submete ao show apenas por um motivo – se classificar. Representar seu país, sua região, na verdadeira elite. Ser um dos três surfistas de seu país a disputar as três etapas dos sonhos. Por isso, chega de torcer por Adriano de Souza. Chega de torcer por Jordy Smith ou Owen Wright. John Florence, Taylor Knox (já estava na hora), Miguel Pupo, Michel Bourez, Kai Otton – chega. É hora de torcer pelo Brasil. Pela Austrália, EUA, Europa ou Indonésia se quiser, mas torça por um país. Na elite, não há nomes, só equipes.

Os classificados estão sob alerta. Não há datas fixas. Quando os primeiros sinais de que tubos perfeitos quebrarão sobre os corais das ilhas Mentawaii, cada país recebe um barco. Cabe à equipe levar seu próprio capitão. Seus próprios fotógrafos, jornalistas, videomakers. Produzir o que quer, no formato que quiser. Quem voltar com o melhor material ganha. Simples. O julgamento é popular – mas não votado. Tudo é publicado. A mídia, analisada por especialistas. Pontos são proporcionais à disseminação de todo o material através de revistas, sites, redes sociais, televisão, vídeos. Anunciantes têm sua exposição. Surfistas, sua cota de tubos. É o freesurf formatado pela competição.

Começa a segunda etapa. Europa. Com a chegada do primeiro grande swell do outono no sudoeste da França, mais especificamente. Cada equipe recebe seu carro do patrocinador do evento. Beachbreaks. Tubos. Mulheres. Pranchas quebradas. Estrada. França, topless, Espanha, estrada, Portugal. Pointbreaks, Supertubos, lajes. Faça o que quiser – mas registre tudo no caminho. Durante a espera por esses eventos, as ondas continuam a quebrar nos estádios. Nas piscinas. O mundo inteiro assistindo – menos os surfistas.

Após meses esperando, chegou a hora. A etapa final. A superetapa. As equipes já navegaram. Dirigiram. Agora é hora de voar.

Quando os primeiros sinais de uma grande massa roxa aparecem nos mapas de previsão, telefones começam a tocar. E-mails são enviados a atletas – fiquem atentos. A expectativa aumenta tão rápido quanto a tempestade que a gerou. Eles sabem que a próxima semana testará sua resistência.

Kelly dá o OK e a corrida começa. É hora de decidir a nação campeã. Primeira parada – Oahu, Hawaii. Turistas japoneses juntam-se na praia enquanto a energia acumulada pela ondulação durante milhares de quilômetros é descarregada sobre a bancada de Pipeline. Por um dia, o lineup é formado por camisas de cinco cores. O julgamento ali é bem fácil. Quem pegou o tubo mais sinistro?

Anoitece. Direto para o aeroporto. Oahu–San Francisco. As roupas de borracha estão secas e as gunzeiras, prontas. A tensão é grande. Faltam algumas horas para as ondas chegarem na costa da Califórnia, mas as equipes já estão no penhasco frente a Mavericks. Sorte dos estreantes e aerialistas – desta vez, a montanha cinzenta não está quebrando. A cabeça agradece, mas os braços já antecipam as remadas de meia hora em Ocean Beach, San Francisco. Cinza, névoa, 5 mm de borracha e muita espuma.

É exaustivo. É só o começo.

Em seguida, o descanso é dentro do carro. Atrás do volante – descanso, OK. A caminho das longas direitas de Rincon. Ali, a disputa é pela melhor linha, estilo diante das câmeras. O neoprene é embalado ainda molhado e os atletas seguem para a etapa final da corrida pela ondulação.

Meio mundo ao sul, os resquícios de energia do swell tomam o que resta dela em cada competidor, em forma de intermináveis esquerdas em Chicama. Rasgar. Acelerar. Decolar, aterrissar, correr de volta ao pico – o preparo necessário é aquele de um atleta olímpico. As ondas diminuíram, mas o desempenho tem de se manter.

Os competidores já sonham com aquele último voo. Só querem descansar. Quase não importa mais quem vencerá. Quase. Aquele último voo, cruzando os Andes. Aquela última parada. Sempre reclamaram das ondas do Brasil, mas a terra verde-amarela não podia deixar de ser parte do circuito. A sugestão foi de Taj. Todo mundo precisa ir ao Rio – ninguém precisa surfar no Rio. A semana é de comemoração, façam o que quiser. Festas, praia, mulheres, festas, mulheres. Enquanto esperam a avaliação dos resultados, os atletas podem fazer tudo aquilo que não fizeram durante a última semana – perguntem ao Taj.

O campeão ainda não foi divulgado. Mas as equipes mudarão. Todo ano, são reformuladas a partir dos pontos conquistados de volta nas piscinas. A multidão, a propaganda, os fãs – é inevitável. Alguém tem que financiar semanas de barcos, carros e voos. Mas o show vale a pena se as melhores ondas do planeta aguardam como recompensa.

O prêmio? Além das ondas? Levar o título mundial para seu país deveria superar qualquer prêmio em dinheiro, mas essa pode ser a exceção.

O novo formato do surf mundial trouxe o esporte aos olhos da grande massa. Com a popularização das piscinas de onda, nada mais o impede de se tornar tão grande quanto o tênis. A luta. O futebol. Agora, o surf tampouco é individual e egoísta. Chega de Gabriel Medina, de Joel Parkinson ou de Kolohe Andino – chega de nomes. Kelly Slater tornou o surf coletivo.

Mas há um detalhe. Poucos sabem da origem dos times – de onde surgiu a ideia. Com o formato em equipes, ninguém pode superar os 15 títulos do Careca.

O surf não é mais egoísta. HC

ANTITOUR
Nosso colunista Junior Faria refletiu sobre a possibilidade de um campeonato ideal e o que isso significaria para o surf.

“Para mim, por mais que a gente tente, não existe a possibilidade de chegar a um campeonato de surf ideal, porque o ideal é não ter campeonato. O surf é grande demais, subjetivo demais e, principalmente, complicado demais para conseguirmos apontar com precisão só uma pessoa como o melhor surfista. Existem inúmeras possibilidades de equipamentos e condições do mar que são impossíveis de encaixar dentro de um formato competitivo. Por mais que a gente tente, o máximo que vamos conseguir é apontar especialistas em determinadas facetas do esporte, que é o que temos hoje e é o caminho que será seguido cada vez mais. Está bem claro o seguinte, quanto mais perto de um formato de competição justo nós chegarmos, mais longe vamos ficar do surf de verdade. Te explico o porquê:

O ponto fundamental para o surf se tornar um esporte de competição justo é eliminar a maior variável que nós temos, o mar. A solução, então, seria uma piscina de ondas, certo? Em uma piscina de ondas, todos os competidores teriam exatamente as mesmas condições de apresentação, assim as variáveis seriam só equipamento, capacidade técnica e preparo psicológico (como em qualquer outro esporte decente). Só que a partir do momento que o surf for para dentro de um ambiente preparado exclusivamente para sua prática, acabou a história, não será mais surf de verdade. A experiência de surfar é vazia sem o desafio de encarar a natureza. Em uma piscina seria tudo muito lindo e perfeito, mas o desafio estaria no avanço técnico, e não na superação dos limites do homem sobre a natureza. Seria uma modalidade diferente do surf legítimo, mais parecida com a ginástica olímpica do que com o que praticamos hoje.

Deixando um pouco de lado o purismo, esse avanço será muito interessante e vai acontecer inevitavelmente. Está bem claro que, cedo ou tarde, vamos cada vez mais entrar numa piscina para surfar. Para os competidores, isso será mais comum do que entrar no mar. O avanço na área de desenvolvimento de equipamentos dará um salto gigantesco. Acredito que o maior salto na evolução nessa área ainda está por vir e só vai acontecer quando sairmos do mar – vamos evoluir 50 anos em cinco meses assim que os competidores estiverem dentro de uma piscina. Estamos usando praticamente o mesmo equipamento há quase 30 anos e isso vai mudar muito rápido quando o mar não estiver mais na jogada. Quem sabe, daqui a 100 anos, o que usaremos debaixo do pé e onde estaremos dando aéreos 720º?”

Confira as opiniões dos entrevistados pela HARDCORE.

Ivo Remuszka (Surfocrata) – blogueiro de surf
“O campeonato de surf ideal rolará daqui a uns 200 anos, após a massificação, a popularização do esporte e a evolução das piscinas de onda, deixando para trás as primitivas piscinas  redondas desenvolvidas pela lenda do esporte Robert Kelly Slater, 40 vezes campeão do mundo e alien confesso. Teremos grandes arenas aquáticas capazes de simular ondas famosas ao redor do globo, como G-Land, Pipe e J-Bay. O Circuito Mundial é muito bem pago – os fãs ajudarão a bancar o surf, marcas e mais marcas lutarão por espaço nas pranchas dos prós, nas disputadas placas de publicidade das arenas e nos intervalos da transmissão ao vivo. O julgamento ainda será feito como antigamente. Por mais que se tenha tentado outras fórmulas, como o julgamento pelo público, nada deu certo – eventualmente, ainda teremos que discordar da decisão dos árbitros.” 

Junior Faria – freesurfer e colunista da HARDCORE
“Cada um dos 16 competidores teria três direitas e três esquerdas para se apresentar diante de cinco juízes, em combates diretos homem a homem. Os dois surfistas se revezariam durante a apresentação, uma direita para um, uma direita para o outro; uma esquerda para um, uma esquerda para o outro. Depois disso, os juízes teriam que decidir quem foi o melhor, sem notas, apenas apontando qual dos dois os impressionou mais. E no melhor estilo American Idol, cada jurado teria que justificar seu voto diante dos atletas, do público presente e das câmeras de transmissão da webcast. Esse formato estaria encaixado dentro de um circuito anual, com quatro etapas espalhadas durante o ano. E cada etapa teria sua característica: ondas tubulares, ondas manobráveis médias, ondas pequenas e ondas grandes – grandes de verdade, como no Eddie Aikau.” 

João Carvalho – assessor da ASP South America e veterano de campeonatos de surf
“Já pensei bastante em um formato que posso chamar de ‘competition day’. Eu gostaria de ver uma rodada inicial, que não é eliminatória, parecida com os treinos de classificação da Fórmula 1, que definem o grid de largada. Eles teriam um dia inteiro para entrar no mar quando quisessem para buscar duas ou três ondas para computar na rodada classificatória – na hora das melhores ondas ou quando não houvesse muita gente no mar. De qualquer forma, sempre haveria alguém dentro d’água buscando dar o seu melhor sem preocupação com tempo de bateria, prioridades e outras regras. Esse ‘competition day’ poderia ser repetido naquela segunda rodada classificatória, quando a vitória vale vaga direta para as quartas de final. Seriam só 12 surfistas dando show durante o dia inteiro se quiserem. Nas rodadas eliminatórias, entretanto, acredito que o sistema homem a homem ainda é o melhor.” 

Fabinho Gouveia – lenda e shaper
“Uma piscina para manobras e outra só para tubos. Um Teahupoo piscina para a esquerda e um Teahupoo piscina para a direita, daí nego não tinha do que reclamar. A competição seria manobra por manobra. Em ambas as categorias iria contar o grau de radicalidade, posicionamento e estilo. Outra coisa doida seria colocar uns canudos gigantes em praias de ondas gordas, só para brincar mesmo. Posicionava um cano gigante na diagonal, metade fora e metade dentro da água. Assim, o surfista vinha na onda gorda e pegava um puta canudo!” 

Nathan Myers – jornalista e cofundador do Innersection
“Um formato de uma hora e meia, para que as pessoas possam assistir na TV e torcer. Colegas de equipe caem juntos na água e compartilham ondas, em vez de brigar por elas, esperando apenas pelas melhores. Além disso, o formato permite o surf nas melhores condições de cada pico, pois é uma janela de espera curta – a quantas finais da ASP já não assistimos em mares ruins de fi m de tarde, só porque a organização força a barra para terminar logo o evento? Esse formato seria parecido com uma Copa do Mundo, em que uma seleção dos melhores atletas de cada país trabalha em grupo. Imagine só os times: EUA (Kelly, Dane, Rob Machado etc.) contra Austrália (Mick, Parko, Taj, Julian), Brasil, Hawaii, África do Sul, Europa e Indonésia. Todos iriam para as Mentawaii. Cada time com seu próprio barco. Dois ou três picos diferentes no gatilho. Cobertura televisiva similar ao futebol americano – replays em câmera superlenta, gráficos, informações exclusivas e umas histórias dramáticas para criar expectativa antes do evento em si. Técnicos. Estratégias. Narradores de qualidade. E daria para sentir o mundo inteiro assistindo ao mesmo tempo, em vez de só entrar um pouco na internet para ver as melhores baterias.”

Bruno Santos – freesurfer
“Um campeonato ideal seria em Desert Point, Indonésia, com 6 pés e terral. Baterias de uma hora homem a homem no formato tradicional. Poderia ser patrocinado pela Land Rover, Audi ou a maior agência de turismo do mundo. A premiação seria uma viagem de um ano por todos os picos mais sinistros da Terra com a família, passando por qualquer destino que quiser, a hora que quiser, hospedando-se onde quiser e comendo onde quiser. E um carrão também. Os convidados poderiam ser os melhores e a praia ficaria fechada só para quem estivesse no evento. Nem precisaria de transmissão ao vivo – depois do campeonato, haveria um vídeo com os melhores momentos. O campeão, lógico, seria quem entubasse mais.”

Jessé Mendes – competidor
“França no verão com um período de espera de um mês. O campeonato seria para 16 surfistas convidados e realizado por uma agência. Premiação de US$ 1 milhão, dividida entre os atletas, além de uma viagem com tudo pago para Ibiza, com cinco acompanhantes. Formato e julgamento normal, mas a competição só rolaria em condições clássicas de tubo em La Gravière. A estrutura seria no estilo US Open em dia de sol e a transmissão seria feita para o mundo todo via internet, em HD, e pelos canais de TV mais famosos de cada país.”

Casey Koteen – editor da Transworld Surf
“Só para convidados, os 16 melhores surfistas do mundo, votados pelo público, com dois wildcards distribuídos por uma equipe de experts. É um campeonato em uma só ondulação – a pegada é que você voa pelo mundo seguindo-o durante duas semanas, nos picos onde ele quebrar melhor. A ideia é testar as habilidades dos atletas em diferentes condições, além de sua resistência. Começa com um swell gigantesco de noroeste em Pipe, com 8 pés pesados. De lá, os surfistas correm para Mavericks – se estiver quebrando, eles pegam suas 9’0”. Se não, têm de surfar Ocean Beach gigante. Conforme o swell viaja pela costa daCalifórnia, eles vão para Rincon para um surf de linha. Depois, voam para Galápagos para um surf tropical e performance. A competição termina no Chile, seja em longas esquerdas ou em beachbreaks de pico. Mas, por último, eles pegam o avião até o Rio, onde o vencedor é revelado e todo mundo festeja durante uma semana.”

*Esta reportagem foi publicada na edição #278, de novembro de 2012

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