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Billabong Pipe Masters: Dia 1

 

Por Kevin Assunção

Às 11 horas da manhã deste sábado (8) no Hawaii, soou a buzina que indicava o início do Billabong Pipe Masters. O Round 1 e três duelos do Round 2 foram concluídos em ondas que superaram 10 pés.

As baterias homem a homem duraram 40 minutos e foram simultâneas, ou seja, a cada 20 minutos outros dois surfistas entram na água para mais um duelo.

O campeonato começou com a vitória do atual campeão, Kieren Perrow. No duelo contra o local Evan Valiere, o australiano não hesitou em dropar as maiores. Resultado: quebrou uma prancha e saiu seco de dois grandes tubos, um deles em Backdoor.

Na oitava bateria do Round 1, Jadson André perdeu para o local Jamie O’Brien. O potiguar escolheu boas esquerdas, mas apenas de uma conseguiu sair do tubo, que valeu 7.67.

Já J.O.B pegou três ondas e, sem cometer erros, acumulou 16.34 pontos. Com a eliminação precoce, o brasileiro se despede da elite mundial em 2013.

Quando o duelo de Jadson e O’Brien chegava ao final, uma série gigante surgiu. Mas ninguém estava posicionado para aproveitar as bombas. Shane Dorian foi o mais prejudicado: passou por duas ondas, mas quebrou a prancha na terceira.

Pouco antes, Shane mostrou como se fica deep sem dificuldade em um cilíndro de Backdoor, e recebeu 9.17 – a maior nota do dia.

Séries da mesma qualidade não apareceram no restante do duelo contra Patrick Gudauskas. Então o havaiano big rider classificou-se com 14.50 contra 9.83 pontos do americano.

Ricardo dos Santos venceu Dusty Payne no décimo confronto. O catarinense assumiu a lideraça a 12 minutos do fim, em duas esquerdas seguidas.

Na primeira, Ricardinho saiu seco de um tubo que valeu 6.73. Depois, na maior série da bateria, botou para dentro após um drop difícil e foi recompensado com 8 pontos.

Raoni Monteiro sentiu desconforto no joelho, lesionado no Volcom Fiji Pro, e não pôde correr o Pipe Masters. O havaiano Granger Larsen assumiu a vaga do carioca.

Para continuar no WCT, Raoni precisava pelo menos da nona colocação na etapa. Com a ausência, ele iguala-se a Dusty Payne com quatro campeonatos do Tour fora por conta de lesão, e aumenta as chances de conquistar o wildcard de lesão para integrar a elite em 2013.

Despedida


Taylor Knox competiu pela última vez como Top do Circuito Mundial. Foto: ASP/Cestari

Nos segundos finais, Taylor Knox entubou em Backdoor e finalizou com cutback. Mas não foi o suficiente para virar o jogo contra Billy Kemper.

O havaiano, que tirou a única nota 10 do Vans World Cup of Surfing, continuou preciso na seleção de ondas e pegou de backside as duas maiores esquerdas cilíndricas dos 40 minutos.

Depois de soar a buzina, T Knox foi carregado do mar ao palanque por Kelly Slater, Mick Fanning e Rob Machado. Esta foi a última bateria do americano no WCT, do qual fez parte por duas décadas.

A única etapa do Circuito Mundial que o surfista de 42 anos conquistou foi o Rio Surf Pro, no Rio de Janeiro, em 1996. Ele também faturou outras sete etapas do WQS.

Segunda fase

Em três duelos, dois Tops foram eliminados por wildcards. Adrian Buchan perdeu para o havaiano Kalani Chapman, que, em condições mais difíceis do que de manhã, encontrou dois tubos no segundo reef e cravou 13.84 pontos contra 10.60 de Ace.

Na sequência, as séries demoraram e o cronômetro favorecia a liderança de Michel Bourez, com meros XX pontos. A pouco mais de 1 minuto do fim, Billy Kemper entubou de backside e recebeu 8.10.

A situação foi diferente na última bateria deste sábado. Jamie O’Brien deixou CJ Hobgood pegar uma onda sem ter a prioridade. Após um drop difícil, o americano saiu do barrel e assumiu a liderança com nota 8.17.

Dez minutos antes do término, Jamie pegou uma esquerda que fechou, trocou de base e quebrou a prancha. Seis minutos depois, os dois estavam no lineup e a última série da bateria chegou.

J.O.B pegou a primeira, entubou com perfeição e foi contemplado com 8.57. Na onda de trás vinha CJ, que saiu seco para receber 7 pontos e manter a liderança.

A próxima chamada para o Billabong Pipe Masters está marcada para este domingo (9), às 15 horas no horário de Brasília. A expectativa é que as ondas estejam maiores e mais alinhadas. Acompanhe ao vivo aqui.


Billy Kemper manteve o bom desempenho das outras duas etapas da Tríplice Coroa Havaiana. Foto: ASP/Cestari


Nem  pipemasters como Kieren Perrow estão salvos de quedas-livres como essa. Em Pipeline é a onda quem dá as cartas. Foto: ASP/Cestari


Após excelente estreia, Jamie O’Brien perdeu no quintal de casa para CJ Hobgood. Foto: ASP/Cestari

Confira os resultados de hoje e as próximas baterias.

Round 2
#1 Kalani Chapman (HAW) 13.84; Adrian Buchan (AUS) 10.60
#2 Billy Kemper (HAW) 9.33; Michel Bourez (PYF) 5.04
#3 CJ Hobgood (USA) 15.17; Jamie O’Brien (HAW) 13.57
#4 Alejo Muniz; Shane Dorian (HAW)
#5 Ricardo dos Santos; Bede Durbidge (AUS)
#6 Travis Logie (ZAF); Sebastian Zietz (HAW)
#7 Kai Otton (AUS); Dane Reynolds (USA)
#8 Miguel Pupo; Adam Melling (AUS)
#9 Damien Hobgood (USA); Fredrick Patacchia (HAW)
#10 Matt Wilkinson (AUS); Yadin Nicol (AUS)
#11Brett Simpson (USA); Kolohe Andino (USA)
#12 Heitor Alves; Kieren Perrow (AUS)

Round 1
#1 Kieren Perrow (AUS) 15.00; Evan Valiere (HAW) 9.50
#2 Kolohe Andino (USA) 6.50; Tyler Newton (HAW) 6.26
#3 Kalani Chapman (HAW) 15.83; Tiago Pires (PRT) 5.70
#4 Yadin Nicol (AUS) 15.33; Flynn Novak (HAW) 9.76
#5 Fredrick Patacchia (HAW) 8.43; Tanner Hendrickson (HAW) 5.93
#6 Billy Kemper (HAW) 11.00; Taylor Knox (USA) 10.17
#7 Adam Melling (AUS) 11.66; Bruce Irons (HAW) 7.73
#8 Jamie O’Brien (HAW) 16.34; Jadson André 9.94
#9 Shane Dorian (HAW) 14.50; Patrick Gudauskas (USA) 9.83
#10 Ricardo dos Santos 14.73; Dusty Payne (HAW) 7.84
#11 Dane Reynolds (USA) 11.34; Granger Larsen (HAW) 3.10
#12 Sebastian Zietz (HAW) 14.27; Glenn Hall (IRL) 10.77

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