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sábado, 20 abril, 2024
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Jordy nao perdoa mata

Por Julio Adler

Quatro baterias estragaram um evento destinado ao espetáculo, já explico.
Durante os 11 dias de espera do Billabong Pro Jeffreys Bay tivemos pelo menos 4 dias decentes pra colocar o campeonato na água. Quem acompanhou a cobertura da Hardcore pôde perceber melhor como funcionam essas decisões.
A verdade é que, se o evento tivesse terminado ontem naquelas condições excepcionais, todo mundo ganharia – inclusive Jordy. Com uma chuva terrível e vento maral vindo direto nos olhos, a solução foi tentar abrigo no meio da arquibancada.
Aguentei duas baterias ao lado do Saca, Jordy x Damien e Julian x Ace.
Saca tem bom poder de análise, como todo surfista comprometido com o circuito pode ser capaz de crueldades se desatento.
Não torcíamos por ninguém específico, ou melhor, ambos queriam ver o triunfo do Alejo na terceira quarta de final.
Jordy remava devagar, mas surfava veloz e confiante, Damien nunca chegou a incomodá-lo.
Ace e Julian tiveram bons momentos. O maral forte nos dava a impressão que o dia era de Julian e suas estripulias.
No final das contas, Ace foi capaz de surfar as ondas inacreditavelmente ruins como se boas fossem.
Julian continuou a surfar o mar mexido de poucas manobras.
Venceu Ace, que vai se firmando como Top 10.

Já estávamos fartos de tanto vento e chuva quando Alejo surfou sua primeira onda como num beach break.
Manobras muito justinhas, sem alongar as cavadas nem os arcos não pontuam tanto aqui, menos ainda contra o mais amplo de todos arcos no Tour.

Parko respondeu com três rasgadas firmes e longas.
Um passarinho me contou que Alejo levou um tombo quando corria pra bateria, quebrou prancha, dedo…
Teve que trocar de prancha, uma chatice pra não dizer palavra mais feia.

Parko levou fácil, mas duas quartas de final no início da temporada são excelentes para Alejo.
Fanning foi cirúrgico contra um Kerr favorito nessas ondas mexidas, touché!
As semis foram ainda debaixo de mais chuva. Jordy já não sentia mais pressão nenhuma e demoliu Buchan sem dó.
O caminho parecia aberto para Parko cimentar os dois pés na liderança com Fanning freguês de caderninho (8 x 2) na segunda semi.
Esqueceu de combinar com o cara mais determinado do Tour.
Fanning competiu sem olhar pros lados, atacando qualquer coisa que se movesse na sua direção.
Parko sentiu o golpe.
Por quatro baterias não tivemos uma final épica em J. Bay…
Não me conformo.

Jordy bru foi mesmo o surfista do evento.
Afinal temos uma corrida justa ao título.
As cartas estão na mesa, Jordy, Parko, Mineiro, Fanning e, sim, ele mesmo, Slater, já não podem mais errar – Taj corre por fora.

Próxima etapa será no Tahiti, prova tradicionalmente sem ondas.
Slater acompanhou tudo de pertinho, mesmo longe, tuitando freneticamente tentando entrar na cabeça de cada um dos seus adversários via grande rede.
Veremos como será a recepção do Careca depois da sua fabulosa ausência em J.Bay.
Será que Dane e Bobby voltam?
Bourez em sétimo do mundo poderá fazer o que Mineiro e Jordy foram capazes de fazer, ganhar em casa?
Algo me diz que 2011 será o primeiro ano do resto da vida para a ASP.
A hora é essa.

FINAL DAY:

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