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SHARK ATTACK

Por Steven Allain Alberto de Abreu Sodré, mais conhecido como Cação, foi um dos fundadores da HARDCORE e o melhor fotógrafo de surf brasileiro dos anos 80. Dono de um olhar único e uma personalidade ainda mais peculiar, Cação é referência para 10 entre 10 fotógrafos aquáticos brasileiros. No início dos anos 90, Cação abandona o surf e parte para uma empreitada completamente diferente – e 18 anos depois, retorna à fotografia com gás total. Você estava envolvido com a HARDCORE desde a primeira edição? Foi uma história interessante. Eu estava no Hawaii e naquela época o Pipe Masters tinha um puta jantar de gala. E naquele ano quem estava patrocinando era a OiOi. Aquela marca japonesa. Isso mesmo, então tinha uma série de rituais japoneses no jantar. Um deles era o do amuleto da sorte, que tem um amuleto japonês fudido. Tinham umas 300 pessoas, aí um japa chegou lá na frente e falou: “Debaixo de uma cadeira tem um amuleto da sorte. A pessoa que encontrar vai receber uma noticia legal hoje”. Cara, eu sabia que era eu! Botei a mão debaixo e ele tava lá. Cheguei em casa e tinha um recado do Mauricio (Moreira). Ele me ligou e falou: “To sentado aqui com o Wanderlei (Romano)”. Ele tinha um jornal de surf de 8 paginas na época, se eu não me engano. “Vamos entrar de sócio e fazer uma revista?” Respondi na hora, por telefone: “Fechado”. Peguei um avião, voltei pro Brasil na semana seguinte e acertamos tudo. Aí eu voltei pro Hawaii e começamos a fazer a revista. Isso foi em 1989? Isso foi em 89. Foi assim que eu entrei na HARDCORE. A gente começou a revista numa época bem tensa. Quando a primeira edição estava na gráfica, entrou o plano Collor. Quando congelaram a grana de todo mundo? Isso mesmo, na gráfica. Aí foi até engraçado. O Paulo Lima fez uma mesa redonda no programa dele, na radio TRIP. Todos os empresários do surf estavam presentes e eu estava lá como um empresário novo, tinha acabado de abrir o negocio. Eu fui o último a falar. E tinha mó galera importante lá. Aí o Paulo me perguntou: “Alberto, e você?”, respondi: “Confesso que na hora que entrei aqui, eu tava meio desanimado, mas agora to saindo amarradão, porque descobri que até o cara mais fudido só tem 50 paus no bolso e tá mandando um monte de gente embora. E eu precisando de gente pra trabalhar.” Essa é uma boa hora de chamar os caras e falar: “Não tenho grana, mas vamos ver o que a gente faz junto”. Pô foi maravilhoso. Então pra gente foi legal, porque na verdade o plano nivelou todo mundo. Tínhamos uma busca por qualidade muito séria. Assim, o carro chefe era a qualidade de impressão, a qualidade de papel, plastificada a capa, lombada quadrada, trabalhando com muita foto, bem caprichada. Então a gente tinha um diferencial na época (…)” Esse é só o começo da entrevista. Confira matéria na íntegra na HARDCORE do mês de junho, já nas bancas!

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