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sábado, 13 abril, 2024
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SOL E HIGH-SCORE

Por Luiz Michelini O público ainda se ajeitava nas areias da praia do Cupe quando Jano Belo e Isaias Silva entraram na água. Como era cedo, o primeiro high-score do dia passou batido por todos. Um belo 8.17 logo na terceira onda de Jano – que algumas horas depois, nas quartas de final, derrotou Marcio Farney e seguiu para a semifinal desta primeira etapa do Brasil Surf Pro. “Vou participar da expression session e fazer uma queda no fim de tarde, aí depois é descanso”, disse o paraibano, semifinalista depois de entregar sua lycra de competição e trocar elogios com o colega Farney. Jano foi o primeiro atleta deste sábado a fazer uma nota acima de oito, que lhe dá direito a plantar cinco árvores pelo projeto da Petrobras, o Surfe Pelas Florestas. Depois desta primeira nota “quesito excelente”, como mencionou o locutor do evento, muitas outras (notas e árvores) vieram. Destaque para a nota nove de Alan Jones e para Messias Felix, que, mesmo sendo eliminado por Bruno Galini, arrancou dos juízes um 9.07 numa onda com direito até a kerrupt-flip. Tomas Hermes arrebenta O mar continuava constante quando as quartas começaram. Jano venceu Marcio Farney, Alan Jones bateu Kristian Kymmerson com grande apoio do público (inclusive atletas) e Simão Romão perdeu para um regular Bruno Galini. Dito isso, podemos ir para a grande disputa do dia, com Tomas Hermes e Caio Ibelli. Voltemos agora uma fase. Para as oitavas-de-final. Terceira bateria do dia. Era por volta das oito da manhã quando Tomas Hermes venceu, com direito a high-score, o gigante local, Halley Batista. Logo na bateria seguinte, Caio, que eliminou o catarinense Jean da Silva ontem, passou por Michel Roque. É preciso dizer que esta disputa teve dois high-scores. Um 9.93 derivado de uma onda com dois aéreos (um deles superman) e um 8.17, assim como Tomas havia tirado minutos antes. Os dois entram na água novamente pelas quartas. Tomas de lycra branca, Caio de preta. A opção dos dois foi pelo mesmo pico – à esquerda do palanque. Primeira onda de Tomas, 5.50. Quatro primeiras ondas de Ibelli: todas abaixo disso. O paulista mostrava nervosismo. Não acertava nenhum aéreo nem escolhia ondas com parede. Sua primeira nota razoável (um 5.40) veio quando o catarinense fazia aquela que seria sua segunda nota na bateria, 6.77. “Essas duas últimas baterias, tanto com o Caio quanto contra o Halley, foram difíceis. Eles vinham num grande momento no campeonato. Mas estava confiante, procurei sair na frente, assim como fiz contra Halley. Procurei deixar o Caio um pouco mais nervoso. Saí fazendo nota, aí acabou que os dois ficaram perdidos, nervosos e não conseguiram fazer nota”, disse Hermes. Foi Vingança? “Engraçado que eu e o Jean estávamos juntos, aí ele olhou o score do Caio e falou ‘pô, o Caio quebrou né?’. Aí eu brinquei com o Jean, ‘pode deixar Jean, que agora ele não vai passar não”, disse Tomas, que disputará a primeira semi de amanhã contra Jano. Expression Session Sábado também foi dia de relax. Com o fim das baterias do evento principal, os 16 atletas inscritos foram divididos em duas baterias e puderam dar show. A final foi composta por Alan Jones e Tomas Hermes. É preciso explicar que esta não é uma disputa de aéreos, mas sim da melhor manobra, que geralmente é alguma que extrapola o limite da onda (aéreo).  E quem voou mais alto desta vez foi o também semifinalista Alan Jones, que já sai desta primeira etapa com pelo menos cinco mil reais. A próxima chamada para o BSP acontece neste domingo, às 9h15, com as baterias da semifinal feminina. Mais informações ou para acompanhar o BSP ao vivo acesse o site do evento. Para ler o texto sobre a segunda fase do BSP acesse: BENDITA INTERFERÊNCIA DUELO NO SURF PRO

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