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sábado, 13 abril, 2024
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LADIES FIRST

Por Manuela D’Almeida O surf e a feminilidade nunca estiveram tão em alta. Algumas das mulheres mais lindas do mundo estão surfando, enquanto uma surfista profissional brasileira vira exemplo de beleza nos EUA. Esses dias estava lendo a revista americana Vogue e me deparei com a matéria “Bodies of Work” – na qual seis das principais top models do mundo revelavam os segredos por trás de seus corpos perfeitos. Já no primeiro depoimento, a lindíssima top canadense Daria Werbowy relatava ter acabado de chegar de uma surf trip de sete semanas pela América Central. O repórter da matéria exalta a beleza do bronzeado dela, o tom loiro queimado do sol de seus cabelos e ainda os músculos rijos e definidos pelo surf. Ela até brinca que estaria com o músculo do bíceps um pouco grande para o corpo de uma modelo. Na página seguinte é a vez da Gisele Bünchen revelar o segredo do seu abdômen perfeito, ela menciona yôga e kung fu, mas sabemos por diversas declarações já feitas na midía, que ela sempre acorda cedo para pegar ondas quando está na sua casa na Costa Rica. Afinal, ela já namorou o careca 10X campeão do mundo – quem poderia ser um professor melhor? Já no fim da matéria é a vez de outra top gaúcha mostrar seus segredos – e não é que Raquel Zimmermann conta que o surf é seu esporte preferido? E o pico favorito é a ilha do Kauai, no arquipélago havaiano. Ela finaliza a matéria motivando as leitoras para a prática do esporte: “Só de remar numa onda é um super exercício para meus membros superiores. E isso tudo bem antes de ficar em pé na prancha!”. Quando li esta matéria fiquei muito surpresa e feliz com a imagem que o surf feminino está ganhando na grande mídia. Antigamente, as pioneiras do esporte sofriam preconceito, pois a combinação mulher X prancha de surf era pouco respeitada. Hoje as mulheres mais lindas e femininas do mundo estão surfando, são apaixonadas pelo estilo de vida do esporte e ainda compartilham isso nos quatro cantos do mundo. Ponto para o surf feminino. Bruninha em momento supermodel Aproveitando o assunto “Surf e Supermodels”, o caminho inverso também pode acontecer. A surfista paranaense Bruna Schmitz, 20, recentemente foi convidada para posar na revista americana Sports Illustrated. E para quem pensa que ela é só um rostinho bonito, Bruna manteve-se durante dois anos no World Tour. Como ela mesma já me disse, “beleza não faz passar baterias”. Como pintou o convite para posar para a Sports Illustrated? Eles me acharam no Google e entraram em contato com a Roxy Internacional. Já tinha viajado para o Canadá? O que achou de ser clicada em um “universo” diferente do surf? Nunca tinha ido ao Canadá. Adorei, o lugar era maravilhoso, um sonho. Já fiz muitas fotos para os catálogos da Roxy – mas isso foi bem diferente de tudo. Foi uma experiência bem legal, mas fiquei com um pouco de medo, não sabia como iria ser, mas no final tudo correu bem. Ficou muito nervosa no momento das fotografias? Não, o fotógrafo era super profissional e só pedia para fazer o que eu queria, ser eu mesma. Gostou de mostrar um lado mais sensual seu? Não acho que eu tenha um lado super sensual (risos)… Ficou com receio de algum comentário machista? De alguém ou alguma atleta criticar sua postura? Em momento algum. Ouvi dizer que teve uma festa em Las Vegas. Conta para nós como foi. Rolou tapete vermelho e tudo? Foi bem diferente ver esse outro lado, super glamouroso, mas andar no tapete vermelho foi a coisa mais difícil pra mim. Eram muitos fotógrafos e eles ficavam gritando, “faz isso, faz aquilo “ eu estava tremendo, não conseguia nem sorrir direito. Há alguns anos o surf era visto como um esporte essencialmente masculino. Já conversei com algumas atletas pioneiras que confessavam serem discriminadas. No início da sua carreira você chegou a sentir este clima? Alguém a desencorajou na prática do esporte por achar que se tornaria masculina? Não, em momento algum eu pensei ou ouvi isso. Minha família sempre me apoiou em tudo e é isso o que importa pra mim. Acho até que hoje em dia não está mais tão masculino, as meninas “afeminaram” bastante o surf. Creio que tanto você como a Maya Gabeira ajudam a mudar esta imagem e mostram que as surfistas podem ser muito femininas. Você concorda? Não só nós duas, tem muitas outras meninas que surfam muito e são super femininas, eu acho isso um máximo. Em uma matéria na Vogue três supertops (incluindo Gisele Bünchen e Raquel Zimmermann) afirmam que gostam de surfar. Você acha que essas mulheres lindas e femininas também podem contribuir positivamente para a imagem do esporte? Acredito que sim. Acho que o surf é um esporte que atrai muito as pessoas. Todos os atletas de outras modalidades adoram surfar ou querem aprender. As pessoas acham demais e uma vez que começam, acabam apaixonados pelo surf. E voltando ao surf, qual será seu foco neste ano? Vai fazer de tudo para voltar à elite? Sim, a intenção é essa, vou treinar, e fazer o meu melhor, quero muito voltar para o Tour. O que aprendeu nos dois últimos anos? O que precisa melhorar para voltar a elite? Busco melhorar todos os dias, mas é difícil mudar alguma coisa no surf. Já é tudo tão automático, mas tento memorizar e pensar no que preciso fazer enquanto surfo, não só ir fazer um freesurf, tento mudar o que está errado e também busco melhorar minhas táticas de competição. Na sua opinião, quem é a melhor surfista atualmente? E a maior promessa? A melhor atleta para mim é a Stephanie Gilmore. Mas do jeito que a nova geração está chegando, ela vai ter que ralar para manter o posto de campeã do mundo. É difícil dizer quem será a maior promessa, toda essa geração está demais, o Tour nunca foi tão emocionante de assistir.

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