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segunda-feira, 15 abril, 2024
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LADIES FIRST

Por Manoela D`Almeida KASSIA MEADOR, Queen of style Como definir uma pessoa tão complexa quanto Kassia Meador? Essa californiana de berço, mas cidadã do mundo desde seus 18 anos, é conhecida como “Queen of style” pela maneira que executa o noseriding em seu longboard, estilo que segundo ela foi lapidado ao surfar ao lado de grandes lendas na praia de Malibu. Logo nas suas primeiras temporadas de surf, já se destacava pela graça nos movimentos na água e por sua beleza natural. Com 17 anos assinou com a Roxy. Além de viajar o mundo estrelando vídeos de surf e competindo de pranchão, ela era o rosto oficial da marca. Tanta exposição acabou lhe rendendo o emprego de apresentadora na Fuel TV. Mas ela queria mais. Seu estilo de vida foi abrindo horizontes e ela percebeu que possuía um estilo único de fotografar. Atualmente é uma fotógrafa reconhecida, produzindo diversos editorias de moda para revistas conceituadas como Foam e Cooler. Mas esta artista natural transcendeu a fotografia – atualmente faz colagens onde mistura fotos, desenhos e pinturas. Mais do que transmitir um momento, Kassia procura transmitir emoções. Tudo de uma maneira pura e simples. Como começou sua relação com o surf? Meu pai sempre surfou e durante o verão ele me levava junto para a praia. Nós morávamos em San Fernando Valley, que fica à uns 30 minutos de carro de Malibu. Eu sempre quis surfar, então com 14 anos de idade fiz o programa Junior lifeguards e comecei a surfar mais. Que idade você tinha quando dropou a primeira onda de verdade? A minha primeira “green wave”- aquela de verdade que não é a espuma branca – surfei com 14 anos na praia de La Conchita. Você é conhecida como a rainha do estilo. O que sente quando está fazendo um noseriding? Me sinto veloz, radical …é como se eu estivesse voando. O que a mais atrai no longboard? Já experimentou outros tipos de prancha? Eu gosto da graça, da leveza e da forma como deslizamos na água. Eu realmente gosto de surfar em vários tipos de pranchas: alaias, fishes, quadriquilhas, longboards, foamboards sem quilha…A única prancha que eu nunca usei são as pranchinhas tradicionais. Eu simplesmente não gosto da linha que elas fazem e da maneira que sinto elas nos meus pés. Quais são os surfistas que você mais admira? Alguns surfistas modernos que admiro são Rob Machado, Joel Tudor, Alex Knost, Jared Mel e Harrison Roach. Você gosta de competir? Nunca gostei muito de competir. Eu simplesmente nunca quis superar alguém em alguma coisa. Mas a única parte da competição que eu gostava era a possibilidade de viajar para lugares novos e surfar ondas incríveis sem ninguém por perto. E como começou seu trabalho com a Roxy? Eles começaram a me patrocinar quando eu tinha 17 anos e até hoje trabalhamos juntos. Mas agora nosso trabalho não envolve apenas o surf, eu atuo como fotógrafa, designer de roupas de borracha e mantenho o sonho vivo… Fale sobre a sua coleção de roupas para a Roxy? Eu fiz uma linha de t-shirts há alguns meses. Mas planejamos lançar uma nova coleção no futuro. No entanto já faz algumas temporadas que estou trabalhando no design de roupas de borracha. Amo trabalhar com roupas de borracha pois existem tantas possibilidades de fazer roupas incríveis que fazem você se sentir poderosa dentro d`água. Como que a fotografia surgiu na sua vida? Começei a fotografar meu dia-a-dia e minhas viagens desde meus 18 anos de idade. E teve uma época que quebrei meu pé e acabei ficando nove meses fora d`água, aí aproveitei para fazer alguns cursos de fotografia. Mas faz três anos que comecei a expor meu trabalho em galerias de arte, assim como fotografar editoriais de moda. Quando você fotografa um editorial de moda, você cria a estética e palpita no estilo das roupas, ou este papel fica mais com o produtor de moda? Normalmente a revista me diz que estilo de imagens eles querem e nós temos um stylist para produzir tudo. Eu amo trabalhar com pessoas criativas em projetos assim. Todo mundo contribui de alguma maneira. Eu noto que as suas fotografias têm um estilo único, uma aura retrô. Elas são coloridas e possuem um grão típico de filme. Você fotografa com câmeras analógicas ou digitais? Eu uso apenas filme. Para mim é muito mais divertido, eu sinto uma conexão maior com a fotografia analógica. Tenho sorte de ter a oportunidade de usar filme em um mundo digital. Como você acha que acabou criando este estilo único de fotografar? Quando notou que tinha talento? Eu simplesmente fotografo as coisas da maneira que as enxergo. Se tiver algo de único é porque é a minha visão. Acho que o fato de viajar constantemente, conhecer novos lugares e novas pessoas me inspiraram a fotografar. O filmmaker e artista Thomas Campbell foi um grande mentor para mim. Ele viu as minhas primeiras fotos e disse que eu tinha que fazer algo com elas. Quando você começou a participar de grandes exposições de arte? O primeiro festival que participei foi o Greenroom Festival, em Yokohama no Japão. Eu fiquei tão feliz em ser convidada e não vejo a hora de mostrar meu trabalho lá novamente. Sei que você passa a maior parte do ano na estrada. Mas além da Califórnia, existe algum outro lugar no mundo em que você se sinta em casa? Me sinto em casa na Austrália, pois já passei muito tempo lá. Eu simplesmente amo surfar lá e encontrar meus amigos. Mas me sinto bem em Nova York. Gosto de passar um tempo lá surfando e buscando inspiração e energia criativa.

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