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sexta-feira, 19 abril, 2024
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BACKSTAGE DO WT BRASIL

Por Luciano Burin Na manhã desta quarta-feira, com ondas menores e mais lisas que no dia anterior, o Arpoador voltou a ser a opção dos diretores de prova para a realização do WT Rio, com as baterias do round 2 (repescagem) eliminando a primeira leva de pretendentes ao caneco em águas cariocas. E mais uma vez não houve surpresas nas esquerdas inconstantes do Arpex, com o grande público podendo conferir de perto três vitórias brasileiras; Adriano de Souza e Heitor Alves passando com certa facilidade por seus oponentes e Raoni Monteiro suando a camisa para virar em cima do português Tiago Pires. Os sempre favoritos Joel Parkinson e Jordy Smith também espantaram as zebras de plantão em condições de disputa onde muitas vezes a sorte e o posicionamento decidem sobre a qualidade técnica. Parko O grande desafio de qualquer campeonato de surf continua a ser o mesmo: como combater a desagradável monotonia quando as séries estão demoradas? Na área de entrevistas apropriadamente batizada de “curral”, Parko comentava sobre este jogo de sorte e paciência frente as longas calmarias, analisando a estratégia que lhe rendeu uma onda nota 9, que salvou o seu dia. Questionado sobre as condições do mar, ele foi sincero e não fugiu da tradicional pergunta sobre as condições do mar: “Me disseram que o Arpoador pode quebrar bem melhor e eu acredito que isto seja verdade!” Falando em sinceridade, Adriano de Souza reiterou o quanto está focado no desejo de vencer a etapa brasileira após bater na trave dois anos atrás e ser eliminado prematuramente em 2010: ‘Desde que perdi no ano passado já estava pensando neste campeonato no Rio e vou fazer de tudo para vencer aqui”, comentou ele, após a sua bateria. Analisando o seu comportamento fica claro o seu comprometimento com a imagem de profissionalismo que deseja passar, treinando forte todos os dias e interagindo com os muitos fãs que querem trocar uma ideia com ele e tirar uma foto. Mineirinho Social Clube E eram mesmo muitos os que estavam munidos de maquinas fotográficas para registrar o evento. Não bastasse o batalhão de midia com seus arsenais de equipamento audiovisual, a calçada do evento estava cheia de cameras digitais de todos os tipos e formas, de Ipods à Go Pros, de objetivas de 800 mm a cameras de bolso, vi inclusive uma Bolex grvando em película… uma coisa é certa: imagens do campeonato não vão faltar! Raoni parou na vaga errada! Em meio a todo esse burburinho, Raoni Monteiro contou que chegou em cima da hora para a sua bateria e estacionou o seu veiculo na primeira vaga que apareceu atrás da estrutura do campeonato. Quando já corria com suas pranchas em direção ao palanque, disse que um monte de seguranças vieram gritando que ele não podia parar ali pois aquela era a vaga reservada para o Kelly Slater. Deu de ombros, saiu correndo e não quis nem saber de papo: “Caramba, isso só podia acontecer no Brasil”, divertiu-se ao relembrar o fato. Heitor ao ataque Radiante ao conseguir vencer a sua primeira bateria este ano, graças ao apoio da torcida na praia. “Aqui no Brasil a gente se sente como se estivesse marcando um gol no Maracanã a cada onda boa completada”, afirmou. A mesma torcida vibrou com o bom desmpenho de Heitor Alves e ainda reverenciou a beleza do surf progressivo apresentado pelo novato Julian Wilson, mas para azar do gringo, o apoio não foi suficiente para ele vencer o metódico CJ Hobgood. O novato brasileiro Alejo Muniz também sucumbiu na última bateria do dia. Julian Wilson arrepiou mas não levou Falando em Julian, vi ele entrando na água logo cedo para encarar umas boas ondas que quebravam em frente ao palanque da Barra da Tijuca, onde está hospedado e para onde a competição deve seguir amanhã. Se você quer ler mais sobre o Billabong Rio Pro acesse: Diário do Rio 1 Billabong Rio Pro Surf urbano no Arpex Bastidores do day off Um jogo de Paciência Sol e ondas não bastam Boas vindas ao Rio

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