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sábado, 13 abril, 2024
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bastidores do day off

Por Luciano Burin O que fazem os surfistas profissionais nos dias de folga do evento no Rio? Não precisa ser nenhum paparazzi para responder a esta fácil pergunta: o mesmo que fazem todos os turistas gringos endinheirados que vem em excursão por estas bandas. A verdade é que uma cidade grande e com fama de violenta como o Rio, a primeira vista assusta qualquer estrangeiro. Isto somado ao conforto das instalações e do clima de total camaradagem entre os atletas explica a tendência deles em permanecerem nas dependências do hotel o máximo possível. Prova disso, foi a reunião de mais de uma dúzia dos atletas no fim de tarde de quinta-feira na piscina no hotel, onde nomes como Jordy Smith, Julian Wilson, Owen Wright, Bede Durbidge e tantos outros matavam o tempo batendo papo e lançando uma bolinha de frescobol um no outro. Enquanto isso, o nosso herói local Jadson André era o que mais chamava a atenção nas marolinhas mexidas em frente ao palanque de competição. Na sexta, no saguão do luxuoso hotel Sheraton, onde a maioria está hospedada, a tropa masculina e feminina de jovens australianos e norte-americanos circulava sempre em grupo, esperando pela van que iria levá-los a algum programa turístico tradicional. Pode ser uma visita ao Corcovado, uma ida a churrascaria, ou uma ação social em alguma favela, como Mick Fanning fez no Cantagalo logo que chegou, ou os irmãos Hobgood que estiveram ontem visitando a Rocinha – aliás, a maior favela da América Latina já virou há muito tempo o cartão postal celebrado nos pacotes das agências de viagem na tal estética da pobreza, onde o turista encontra na visita às comunidades carentes uma exótica experiência real da cidade, que não existe em sua terra natal. Ao cair da noite, os mesmos Hobgoods já estavam reunidos com os colegas do Tour curtindo o show de blues no bar do hotel, enquanto Joel Parkinson, Taj Burrow e demais atletas da Billabong embarcavam para uma tradicional sessão de autógrafos na loja da marca em um shopping-center. Com a previsão confirmada de day-off no sábado, os mais animados ainda puderam embarcar noite adentro em alguma das muitas “festas oficiais”do Tour, sem peso na consciência e sem hora pra acordar. Na manhã deste sábado, o aglomero de gente atrás de uma casquinha dos tops aumentou consideravelmente e Jordy Smith e Mick Fanning puderam sentir o gostinho amargo da fama, comentando em seu twitter o fato de não poderem checar as condições de surf sem ter que passar por uma bateria de assinatura de autógrafos e posar para dezenas de fotos. E assim segue a dura vida dos surfistas da elite profissional. Luciano Burin é autor do site Surf & Cult. Se você quer ler mais sobre o Billabong Rio Pro acesse: Billabong Rio Pro Um jogo de Paciência Sol e ondas não bastam Boas vindas ao Rio

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