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sábado, 13 abril, 2024
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SOL E ONDAS NÃO BASTAM

Por Luciano Burin Amanheceu um lindo dia de sol no Rio de Janeiro nesta quarta-feira e, como previsto, o mar havia crescido ainda mais em relação ao dia anterior. Para qualquer leigo, o cenário parecia perfeito para se iniciar a competição no WT 2011, mas um olhar mais crítico revelava que a maioria das séries de até 6 pés entrava fechando na bancada da Barra da Tijuca. Assim, do período entre a chamada das 7 da matina até o adiamento definitivo do evento para amanhã pouco depois das 10 hs, houve grande expectativa de que seria dada a largada do campeonato a qualquer momento. Isto porque muitos surfistas conseguiam encontrar algumas paredes para manobrar e tantos outros foram se reunindos no palanque do evento para avaliar as condições. Mas um bom campeonato de surf não se faz somente com ondas grandes e um belo dia de sol. Com o advento da “janela de realização” hoje é possível ser bem mais seletivo aproveitando as melhores condições num perigoso jogo de previsão e sorte com os elementos da natureza. Pelo rádio as notícias não eram boas: o diretor da prova Daniel Friedman, com a serenidade e o conhecimento de causa de tantas ondas surfadas e campeonatos vencidos na orla carioca, recebia a informação de que também no Arpoador – sede alternativa do evento – as ondas estavam fechando, mesmo com o seu costão mais protegido, apesar do mar também estar “tecnicamente surfável” como na Barra. Assim, mesmo com toda a agitação do público e o otimismo dos locutores do webcast que analisavam o desempenho dos surfistas na água, ficou decidido não fazer mais nenhuma chamada e cancelar a prova nesta quarta-feira, com vistas de poder realizar a bateria de triagem e todo o primeiro round dos homens em um único dia. A verdade é que os bancos de areia ainda sentem os efeitos da ressaca do último fim de semana e diante das boas previsões para os próximos dias (pelo menos em termos de tamanho de ondas) no fim das contas foi respeitada a decisão do representante dos atletas, o australiano Kierren Perrow. Com a folga inesperada, os Tops se dispersaram para diversos destinos, alguns arriscaram um surf pela Prainha, outros em fazer turismo pela cidade ou simplesmente voltaram para a cama. De minha parte, aproveitei para dar um pulo no Arpoador, berço do surf carioca para checar as condições. Com nenhuma ação rolando no palanque armado em frente a um dos cenários litorâneos mais bonitos do mundo, fiquei apreciando algumas esquerdas que pareciam entrar bem surfáveis no Arpex, mas pouca gente conseguia fazer mais do que uma manobra na onda. Admirando o anfiteatro de surf perfeito que é o Arpoador, lembrei daquela final em 2001, com marolas lisinhas, em que um enfumaçado Occy quase foi preso antes da bateria e perdeu para o Trent Munro. Sem dúvidas seria muito legal se algum dia desta edição do campeonato rolasse aqui com boas condições. O calor agradável convidava ao mergulho, então me juntei ao crowd de bodyboarders localizados mais para o lado do Castelinho (Posto 8) onde curti várias ondas de jacaré no famoso quebra-coco de Ipanema, morrendo dentro de canudos e enchendo os ouvidos de areia, só para ter a experiência completa. Confira o noticiário oficial do evento aqui. Para ler o texto de ontem do WT acesse: BOAS VINDAS AO RIO

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