Tem que ter muita disposição ou uma roupa de borracha apropriada para se dar bem nesses eventos seis estrelas. Afinal, ele vai na contramão do que é o “normal” para um circuito WQS. O CWC Series, por ser sediado em picos isolados e águas congelantes, exige mais das questões físicas e psicológicas dos atletas. Como Jarrad Howse diz: “Ele [o O’Neill Coldwater] frustra muitos caras no Tour, onde seguimos o sol e pegamos ondas minúsculas. Prefiro um pico chovendo, com vento onshore e oito pés do que um pé de onda e sol. Na verdade, seguimos o inverno, nós pegamos onda em todo os eventos”, conclui Howse. Bernhard Ritzer, diretor global de marketing esportivo da O’Neill, explica o conceito do circuito. “Nós lançamos a Série em 2009 com a intenção de descobrir e explorar novos picos ao redor do mundo. Estamos continuamente olhando para novos e excitantes picos de surf onde poderemos levar o circuito. Em Gisborne encontramos tudo que o CWC Series representa: ondas de nível mundial em um lugar remoto e água gelada, é claro. Também nos sentimos privilegiados em poder destacar a forte cultura Maori, um dos principais motivos do evento”. Para esta primeira etapa do O’Neill Coldwater Classic Series mais de 20 brasileiros vestirão suas armaduras contra hipotermia e competirão desde o round dos 144. A bandeira verde-amarela estará representada tanto por surfistas mais experientes, como Yuri Sodré, como também a nova geração formada por Caio Ibelli e Gabriel Medina. Para mais informações sobre o CWC Series acesse o site do evento.