Novo formato, velho conhecido.

Tudo que se sabe sobre esse evento é que o nivel de surfe foi para o espaço. Jordy, Dane e Owen fizeram até chover em Trestles. Ondas que mais pareciam rampas, tamanho ideal para exibir a última palavra em surfe moderno e tempo suficiente para aproveitar o melhor que a mais divertida onda do Tour tinha para oferecer. Evidentemente Jordy não deixaria escapar a chance de fincar os dois pés no topo do ranking, nem Taj. Bem, Slater teve a mesma ideia e vocês conhecem sua notória obsessão. 20 anos depois de ter causado assombro nesse mesmo lugar ao ganhar uma etapa do circuito americano, Slater ressurge como o mesmo predador de sempre e rejuvenesce duas décadas para desespero da concorência.

Saca 3 x 2

Tiago Pires tem um início de ano fantástico. Vence todas baterias da primeira fase que disputa e escapa da degola. Pelo caminho deixa um rastro de destruição que passa por Martinez, Taj, Mineiro e Slater (3 x 2 pro Saca!). Na primeira etapa perde uma bateria polêmica contra o nome do circuito de 2010, Jordy Smith. Saca não tem vida fácil, pega Fanning num final de tarde em Winkipop mexido, com séries demoradas – ele espera e a série, vem alguns segundos depois de tocar a buzina. Em J. Bay, perde pro Taj num erro milimétrico de escolha de onda. Vai na primeira da série e Taj surfa a onda do evento na onda de trás – TB faz a melhor média do evento. Reafirma sua autoridade em ondas de qualidade, como Teahupoo, com um quinto. Classifica-se entre os 32. Tiago Pires e Mick Fanning em Coxos (PT)

Fanning quebra, Owen também

O liquidificador francês funciona como nunca. Jadson prova ao mundo que não é surfista de apenas uma manobra e arrasa com Wilko e Jeremy – este último num duelo de tubos incrível em que prevalece a técnica do potiguar de entubar de backside. Taj perde para Dan Ross (13) e Jordy para Fanning nas quartas (5). Owen Wright quebra quantas pranchas encontra pela frente na tentativa inútil de mostrar ao que veio – nessa altura, depois do The Search em Supertubos 2009, todos já sabem. Slater enfrenta Fanning (e perde)  numa final sombria, ondas de 10 pes, correnteza, fechando. Pouco importa, minutos antes o maldito Careca surfa seu segundo 10 do ano, ainda mais impressionante que o primeiro no Tahiti e deixa seu companheiros de circuito na indelicada situação de admitir que, sim, ele é de outro planeta. Mick Fanning – Walkin’ the dog Walkin’ the Dog from Mick Fanning on Vimeo.