Quem segura Jordy ?

Depois de quase amargar uma descida ao WQS no seu primeiro ano entre os Top 45, Jordy Smith vai subindo degrau por degrau o ranking da ASP. Com um terceiro, um nono e um quinto, Jordy chegou em casa, Jeffrey’s Bay, na vice liderança da corrida ao título. Uma vitória em casa poderia levá-lo ao número 1 e ao seu inevitável destino de ser campeão mundial. Com Sean Holmes fazendo o trabalho sujo de tirar K.S. e A.I. do seu caminho, Jordy levou a torcida a loucura na semifinal contra Bede – a virada mais espetacular desde Jadson contra Bourez e Reynolds no evento anterior. Um Taj conservador e inseguro fica em terceiro e continua na briga pelo seu tão almejado título mundial. Slater, irritado, cai duas posições. Jordy fica muito bem como dono do mundo, resta saber se aguenta o peso. 10 Melhores ondas de Jordy Smith em 2010 http://www.youtube.com/watch?v=fWZV2QTw2v4 Fonte: MeSurf

Cortem as cabeças!

Hora do primeiro e fatídico corte de 44 para 32. São degolados todos que não se encaixam nos novos critérios da ASP, curiosamente surfistas com mais de 30 anos, personalidade forte e surfe pouco criativo. Adeus, Michael Campbell (que perdeu esquisito pro Adam Melling numa bateria que poderia mudar seu ano), adeus Marco Polo, Neco, Blake, Drew, Tanner, Ben Dunn, Dingo, Kekoa, Jay e Withs, foi bom enquanto durou, agora de volta ao calabouço dos WQS. Pat Gudauskas salva-se na última volta do ponteiro com um rodeo-clown muito mais parecido com um el-rollo dos anos 80 do que a manobra que Jordy completou em 2009. Slater faz seu primeiro 10 do ano. Manoa Drollet despacha duma vez só, Jordy e Taj, facilitando a vida do Careca – mal sabia ele quem o esperava na semifinal… Hot Stuff: Sun Dayz Hot Stuff: Sun Dayz from Seeworthy Project on Vimeo.

Ave Andy, os que vão morrer, te saúdam…

A fome estava lá, o surfe ainda tinha algum brilho do uma vez fora o surfista mais temido do Tour, mas por algum motivo Andy era apenas uma sombra do tricampeão que conhecemos. O ano sabático lhe fez bem, já não enlouquecia depois de cada derrota e, talvez por isso mesmo, aparentava apatia nas primeiras etapas. Agora estávamos no Tahiti, seu lugar predileto. Foi no Tahiti que Andy surgiu avassalador para a ASP e seus companheiros. Claro que Pipe era seu quintal, todos sabiam disso, mas Teahupoo era a sala de estar onde Andy recebia seus convidados com um caldeirão fervente de MEDO. Primeiro foi Fanning, depois Slater… o devoto C.J. nunca foi páreo para o infernal desejo de triunfo do velho e bom Andy. A sequência de vitoriosos era exuberante, Taj, Kelly, Jadson, Jordy e agora Andy estava de volta. O circuito dos sonhos podia não ter ondas de sonho, mas tinha uma autêntica e empolgante corrida ao título. Andy Irons – I Surf Because http://www.youtube.com/watch?v=4uwtqRBE4Kk