Na última sexta-feira (15), o turista Tarique Peters, 23 anos, foi preso no Havaí por não respeitar a quarentena obrigatória de 14 dias para viajantes.

O surfista de Nova Iorque chegou ao arquipélago na segunda-feira, dia 11, e no mesmo dia saiu do hotel e utilizou transporte público de Honolulu para chegar à praia, de acordo com o comunicado do Centro de Informações Conjuntas Covid-19 do Havaí.

Em seu Instagram, postou um retrato pessoal seu com uma prancha de surf em Waikiki e como resultado, foi denunciado.

Segundo funcionários do hotel aonde ele estava, o turista deixou o quarto várias vezes. Peters foi preso na manhã de sexta-feira (15) e a fiança foi estipulada em 4 mil dólares.

De acordo com o governo havaiano, todo turista deve ficar em quarentena e não pode deixar o quarto de hotel ou residência, salvo por questões médicas. Nos hotéis, os hóspedes não recebem serviço de limpeza e precisam providenciar entrega de comida.

Eles devem preencher um documento reconhecendo que violar a quarentena é um crime punível com uma multa 5 mil dólares até um ano de prisão, de acordo com o departamento de transporte do estado.

O estado estendeu a quarentena obrigatória até o final de junho, disse o governador David Ige em uma sessão on-line de perguntas e respostas.

Muitos visitantes, incluindo um casal recém-casado em lua de mel, foram presos por ignorar as ordens de quarentena do estado.

“Nós, como a maioria dos Estados Unidos, ainda estamos lidando com os desafios dessa pandemia”, disse à CNN o prefeito de Honolulu, Kirk Caldwell. “Mas agora, vemos viajar trazendo o vírus, e preferimos que as pessoas não venham até que seja seguro viajar novamente.”

Até a sexta-feira, o Havaí registrou 638 casos e 17 mortes por conta do coronavírus.