Brasileiro Phillippe Chagas vai até a final de QS 1,5 mil em boas ondas em Huntington, Califórnia. Crosby Colapinto, caçula de Griffin, é o campeão

Por Fernando Guimarães

A noite de domingo (24) caía em Sydney, costa leste australiana, e Jadson André começava a comemoração pela sua terceira final consecutiva no QS — sem exageros, pois o CT começa em apenas uma semana — quando, do outro lado do globo, os primeiros surfistas entraram na água para o dia decisivo do Jack’s Surfboards Pro, etapa de 1,5 mil pontos do QS em Huntington Beach, Califórnia. O QS tem dessas: um quadro amplo de eventos de variada pontuação distribuído por todo o planeta significa, muitas vezes, dias ininterruptos de competição.

Diferente de seu primo rico, que acontece em agosto, em frente a uma multidão, com clima de briga generalizada e vandalismo e marcado pelas condições mais insurfáveis de todo o circuito, o Jack’s Surfboards Pro rolou quase todo em ondas boas, especialmente no último dia.

Não é o US Open: ondas boas em Huntington para o Jack’s Surfboards Pro

É muito provável que não estivéssemos escrevendo qualquer coisa sobre esse campeonato se não fosse por mais um resultado notável de um brasileiro. O carioca Phillippe Chagas, que atualmente vive em Maui, chegou até a final em Huntington. Não conseguiu superar o jovem Crosby Colapinto, irmão mais novo de Griffin, mas saiu exultante com o segundo lugar.

— Palavras não bastam para descrever como eu estou feliz. Estou cansado depois dessas cinco baterias em série, mas é incrível ver seu trabalho duro ser recompensado. Dei tudo de mim em cada bateria, e na final não foi diferente, mas Crosby surfou melhor e mereceu o resultado. Tenho minha filha nascendo em breve, então eu dedico isso aqui a ela. É a primeira temporada completa que vou fazer no QS depois de um ano e meio, não poderia ser mais grato a meus patrocinadores por isso.

Apesar da baixa pontuação, o campeonato reuniu alguns nomes de peso da cena internacional. O principal deles, Kanoa Igarashi (ao lado), atual número 10 do mundo, foi eliminado nas quartas de final depois de uma série de grandes apresentações. Seu algoz foi Nate Yeomans, californiano que já integrou a elite mundial e que seria barrado por Crosby na semi. Outro ex-top do CT que marcou presença foi Brett Simpson, duas vezes campeão naquela praia — na aberração que é o US Open.

A etapa também trouxe um número maior de surfistas brasileiros, incluindo o catarinense Matheus Navarro, que havia sido campeão poucos dias atrás na Flórida. O aerialista Icaro Rodrigues deixou sua marca com uma vitória no round 1, assim como Davi Toledo, caçula da Surfamily de Filipe, Matheus, Sophia, Ricardinho, Mahina, Koa etc.

Davi do Carmo e Magno Pacheco avançaram até o round 5, anterior às quartas de final; Navarro e Julio Cardoso pararam uma rodada antes; Namor Cayres e Gabriel ficaram no round 3.

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