Texto Rafael Thomé / Arquivo HC

As águas-vivas vêm ao litoral brasileiro PARA SE PROCRIAR NAS ÁGUAS MORNAS DO NOSSO verão, O QUE TORNA BEM MAIOR A CHANCE DE VOCÊ TROMBAR UMA NO OUTSIDE. Fique atento às dicas que podem ajudar caso você seja queimado por uma dessas “gelatinas”.

O verão brasileiro atrai diversos turistas que estão interessados em gozar da beleza natural do país. No reino animal isso não é diferente, e é também atrás do clima de acasalamento que as águas-vivas, principalmente as caravelas, migram das Malvinas (Atlântico Sul) para se reproduzir em águas mornas brasileiras (do Rio Grande do Sul a Pernambuco). Quase nenhuma praia escapa da invasão desses invertebrados marinhos e quando o clima esquenta, é comum se queimar ao entrar em contato com um deles.

Vidal Haddad Jr., professor de dermatologia da Unesp, explica que a incidência de águas-vivas varia de acordo com a região. Só a região Sudeste contabiliza 80% dos acidentes: “Na maioria das vezes são provocados por uma pequena água-viva chamada ‘reloginho’ e não há grandes consequências.

Os acidentes mais graves são causados por caravelas e cubomedusas (corpo quadrado), que podem aparecer no Nordeste”. Ao entrar em contato com uma dessas “gelatinas”, a forte ardência nos leva a crer que fomos queimados, porém, o que acontece é um envenenamento ocasionado pelos tentáculos.

“As águas-vivas têm células de defesa que descarregam veneno e proteínas alergênicas na pele da vítima. O envenenamento causa dor intensa instantânea e inflamação no local”, explica o dermatologista.

O senso comum diz para urinar na região “queimada”, porém, essa prática é desaconselhada devido à possibilidade de infecção.

“Compressas de água do mar gelada e vinagre são medidas simples, baratas, fáceis de aplicar e efetivas, especialmente para acidentes de média gravidade”, conta Haddad. O professor diz que em casos mais graves, que podem ocasionar falta de ar, dor insuportável e arritmias cardíacas, é importante buscar um tratamento hospitalar.

Ainda de acordo com Haddad, jogar água doce no local é um grande erro, porque assim são disparadas as células venosas.

RESUMINDO…

01. Para aliviar a dor, faça compressas de vinagre, que diminuem o envenenamento, e de água do mar gelada, que funciona como anestésico.

02. Técnicas alternativas, como urinar, jogar Coca-Cola ou passar areia no local não funcionam e ainda podem infeccionar a região.

03. Nunca jogue água doce no local inflamado, isso apenas iria disparar mais células venenosas e aumentar a dor.

ÁGUA VIVA NA MESA?

Não são todas as águas-vivas que podem atrapalhar seu verão. A kurage, uma água-viva gigante que pode chegar a dois metros de diâmetro e pesar 200 kg, cultivada no Japão, é uma iguaria para quem tem o paladar exótico. Preparada com algas ou em saladas, a kurage é a única água-viva comestível, bem diferente das encontradas no nosso litoral.

Aqui no Brasil, alguns restaurantes servem o sushi de kurage a partir de R$ 10 cada unidade. Pratos mais elaborados saem a partir de R$ 35. verão brasileiro atrai diversos turistas que estão interessados em gozar da beleza natural do país. No reino animal isso não é diferente, e é também atrás do clima de acasalamento que as águas-vivas, principalmente as caravelas, migram das Malvinas (Atlântico Sul) para se reproduzir em águas mornas brasileiras (do Rio Grande do Sul a Pernambuco). Quase nenhuma praia escapa da invasão desses invertebrados marinhos e quando o clima esquenta, é comum se queimar ao entrar em contato com um deles.

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