HC #345 – A Mística de Noronha

Opersonagem principal da HARDCORE #345 não é uma pessoa, e sim um lugar. Fernando de Noronha tem uma vaga cativa no coração e na memória afetiva do surf brasileiro, e o retorno do Circuito Mundial para lá é razão mais do que suficiente para uma comemoração em grande estilo.

Acompanhada pela cobertura especial de nosso enviado Ricardo Alves, selecionamos alguns personagens e momentos que marcaram o reencontro da comunidade em Noronha: a capa, com Yago Dora, finalista do Oi Hang Loose Pro; Página 10, com a glória de um anônimo; a matéria De Volta ao Paraíso, com registros da ação paralela ao circo competitivo; a redenção de Gabriel Pastori; e outros momentos.

Página 10 da HC #345 - A Mística de Noronha

E se o tema da edição é reencontro, nada melhor que a visita a um arquivo de preciosidades do surf mundial. Xanadu conheceu o mundo na época dos secrets – imagine a Indonésia ainda por ser descoberta – antes de começar a construí-lo com suas próprias mãos. Responsável pelas pranchas que levaram Lisa Andersen a quatro títulos mundiais, foi o primeiro shaper brasileiro a conquistar reconhecimento internacional. O Baú do Xanadu é uma viagem no tempo, narrada por Reinaldo Andraus direto do templo secreto do shaper em São Paulo.

Falando em fazer história, olhamos agora para o presente e o futuro. Contamos nesta edição as histórias de dez mulheres que estão derrubando velhas e ultrapassadas opiniões ao costurar um futuro de atitude absolutamente hardcore, cada uma em seu esporte radical. Leticia Bufoni, Chloé Calmon, Maya Gabeira, Atalanta Batista, Karen Jonz, Marcela Stallone, Bruna Schmitz, Teca Lobato, Marcela Witt e Glauce Ibrahim são as personagens Contos da Mulher Aventureirasérie idealizada e dirigida por Luiza de Moraes Campos, em versão adaptada para o impresso e online em parceria exclusiva entre Canal OFF e HARDCORE.

Na entrevista de abertura, escutamos o homem por trás da principal voz brasileira da World Surf League. André Gioranelli, analista, narrador e comentarista oficial do Circuito Mundial, revela os caminhos que levaram sua voz até a cabine de onde ela vai para todos os espectadores brasileiros do surf competitivo. Mas também há dificuldades: torcer ou não torcer? Como evitar a simpatia pelos surfistas de nosso país? Isso e muito mais em 10 Perguntas recheadas de bastidores da WSL.

E mais: Prancha Mágica com o garoto da capa, Yago Dora; novas soluções e propostas para a limpeza dos oceanos; a arte ficção urbana de Presto, no Art Room; as opiniões ácidas de Igor R. Gouveia em Mata Barata; um guia de histórias de Chloé Calmon em Polaroids, Noseriding e Outras Viagens; um recado de Casami em I Paint My Day; e uma reflexão sobre o que é ser HARDCORE no Dark Room de Héverton Ribeiro.

Tudo isso na HC #345. Já nas bancas.

“Fizeram uma reportagem para uma revista dos Estados Unidos e creditaram o desenvolvimento do concave, rocker e foil para o Greg Weber e o Al Merrick. Fui eu que fiz o concave funcionar com o rocker” Baú do Xanadú

De volta ao paraíso - HC #345, a Mística de Noronha

“Olhos e ouvidos do mundo do surf voltaram-se para cá. O que viram foi um espetáculo do surf e da natureza; o que ouviram, quase ninguém deve ter entendido: como um afago a mais ao orgulho brasileiro, a transmissão do campeonato foi inteira em português. Somos o centro” – De Volta ao Paraíso

Especial Mulheres na HC #345, a Mística de Noronha

“Meus vizinhos me xingaram, chamaram de Maria-homem, Maria-João, lésbica, sapatão… Meu pai escutava com revolta, e começou a me proibir. Pegou o skate e serrou no meio” – Letícia Bufoni, em Contos da Mulher Aventureira

“O skate na sua essência é marginal. É contracultura. É uma forma de mostrar que você é contra o sistema falido de regras” – Dark Room