No vídeo, Gabriel Medina fala sobre os momentos em que sentiu dar uma pausa no Tour; a vitória inesperada em J-Bay e a sua relação com o shaper Johnny Cabianca.

“Na final com o Julian Wilson, em Portugal,” responde o bicampeão mundial Gabriel Medina quando o entrevistador, o jornalista Edinho Leite, pergunta sobre algum episódio do Circuito Mundial que o deixou puto.

“E com o Tanner Tanner Gudauskas, em Trestles.” Medina conta que ficou mesmo é triste nesse último.

“Não esperava que fosse acontecer do jeito que foi. Essa foi uma das vezes em que falei com o meu pai que eu queria dar uma parada; eu entrei muito cedo no Tour. Não queria ter de sentir isso.”

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Ganhar J-Bay

Medina conta também como é que foi a inesperada vitória em Jeffrey’s Bay.

“É uma das ondas mais difíceis de se ganhar quando é goofy. Eu nunca me imaginei ganhando J-Bay, mas aconteceu.”

Segundo ele conta, foi um daqueles dias em que toda a natureza externa das coisas trabalhou a seu favor.

“As ondas vieram para mim, eu estava com uma prancha muito boa,” ele conta.

Na bateria do Ryan Callinan, Medina ficou 25 minutos sem pegar onda.  Faltando três minutos para o fim, ele pegou uma onda; Callinan veio em uma onda logo atrás; no último minuto, Medina pega a onda da virada.

“Foi a bateria que mais fiquei cansado sem surfar,” ele diz.

A relação com Cabianca

“Trabalho com o Johnny Cabianca desde os meus 14 anos de idade, quando eu fui competir o King Of The Groms, na França, e desde lá eu me apaixonei.”

Segundo conta o bicampeão mundial, hoje ele compete até mesmo sem testar as pranchas.

“Coloco o deck e vou para a água,” ele diz e ainda que têm se aprofundado mais no assunto técnico das pranchas, para passar melhor um feedback ao Johnny.

“Antes eu só usava as minhas pranchas,” diz Medina.

Tem gente que acha que ele usa apenas Cabianca, mas, ele conta que surfa direto com Mayhem e DHD, por exemplo.

“São pranchas que uso para dar feedback ao Johnny. Eu quero chegar na perfeição da minha prancha.”

Vídeo: Série ao Fundo