Publicidade:

Quem é Lucca Mesinas, o peruano que recolocou seu país na elite mundial do surf

Ainda que o Peru seja o país da América Latina com mais longa tradição no surf, até ano passado não havia colocado nenhum representante no CT Masculino. Agora, Lucca Mesinas escreverá um novo capítulo do surf peruano em 2022.

Na verdade, essa longa espera chega a ser surpreendente, afinal, o Peru tem ondas incríveis e uma longa história no surf. Na era moderna, o esporte foi introduzido no país por Carlos Dogny Larco em 1937, que trouxe uma prancha do Havaí, onde aprendeu a surfar após fazer amizade com Duke Kahanamoku.

No entanto, o Peru foi devidamente colocado no mapa de surf mundial por Felipe Pomar. Ele aprendeu a surfar nas ondas perto de Lima, antes de se mudar para o Havaí no início dos anos 1960.

Sofia Mulanovich é a campeã dos ISA Games 2019
Lucca Mesinas tinha apenas oito anos quando Sofia Mulanovich conquistou o título mundial pela ASP (atual WSL). Foto: Jimenez / ISA

Nas ilhas foi reconhecido como o melhor surfista de ondas grandes em Oahu e ganhou um título mundial em casa, na onda de Punta Rocas, em 1965, uma época em que ainda não existiam circuitos internacionais e os títulos mundiais eram decididos em campeonatos únicos.

Veja também:

+ Chegada de ciclone abre 2022 com mar clássico em Kirra

+ Kolohe Andino fecha patrocínio com a O’Neill

+ Nancy Meherne, a inspiradora surfista de 92 anos

Após a histórica conquista de Felipe Pomar, passariam-se quase 40 anos até que o Peru reivindicasse título mundial, quando Sofia Mulanovich conquistou a coroa, agora pela ASP (atual WSL) em 2004.

Contudo, após a saída de Sofia do CT, em 2013, o Peru não teve representantes na elite do surf mundial, nem no masculino, nem no feminino.

Para efeito de comparação, Lucca Mesinas tinha apenas oito anos quando Sofia conquistou o título mundial. Ele aprendeu a surfar com seus pais, nas ondas da pequena cidade pesqueira de Máncora, localizada no extremo norte do Peru. No entanto, ele aprendeu rápido e, apenas três anos depois, foi vice-campeão nacional de surf em sua faixa etária.

Lucca Mesinas
Mesinas é conhecido por seu poderoso backside lapidado nas perfeitas e poderosas esquerdas peruanas. Foto: Laurent Masurel / WSL

Durante sua adolescência, seu surf foi lapidado nas poderosas e perfeitas ondas da região de Máncora, onde desenvolveu um estilo altamente técnico e fluido. Com várias esquerdas de classe mundial à disposição, não é surpresa que seu backside seja considerado sua arma mais letal.

Depois de uma bem-sucedida carreira júnior, Mesinas passou a competir no QS em tempo integral em 2015.

Em 2018 ele venceu dois eventos QS onde alcançou sua melhore colocação até o momento: nº 68.

No entanto, em 2019 ele retrocedeu caindo fora do top 100. Mas sua temporada foi salva, porém, com a vitória nos Jogos Pan-de Lima, onde garantiu uma vaga na seleção olímpica peruana.

Mesinas chegaria às quartas de final das Olimpíadas, um resultado que lhe deu confiança ao entrar na Challenger Series de 2021.

No CS o peruano não conseguiu nenhum resultado expressivo, mas sua regularidade em todas as etapas lhe garantiu a sonhada vaga no Championship Tour de 2022.

Ser o primeiro peruano no CT masculino será apenas mais um incentivo para sua constante evolução. Lucca tem muito orgulho de seu país e do legado da cultura peruana do surf. Será, sem dúvida, alguém para se ficar de olho em 2022.

Receba nossas Notícias no seu Email

+Notícias