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Matt Bromley relata caldo da vida na “esquina” de Nias

Nias, a joia da ilha de Sumatra, Indonésia, é uma a onda perfeita, plasticamente linda e poderosa. Nos dias grandes, são poucos os que se arriscam ali. No entanto, bem ao lado dessa banca, existe outra onda ainda mais linda e ameaçadora que ganhou vida após um terremoto que atingiu Sumatra cerca de 15 anos atrás, elevando a altura da bancada de coral. O resultado foi o nascimento de uma onda na “esquina” de Nias tão perigosa que são poucos os que se aventuram a surfá-la em dias grandes.

Há alguns anos, o big rider sul-africano Matt Bromley encarou um swell pesadíssimo no pico e pegou o que muitos chamaram de “maior onda já remada na Indonésia”. Mas tudo tem um preço. Bromley, sem maiores problemas, botou para baixo em uma direita enorme, perfeita.

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Ele se sentiu tão à vontade com a perfeição e a chance de surfar a onda da vida, que direcionou seu drop para um pouco atrás do pico. Um erro que se que mostrou quase fatal. A onda correu muito mais rápido do que Bromley imaginou e ele foi engolido pela espuma, indo de encontro com a rasa bancada de coral e recebendo a pressão de toneladas de água sobre sua cabeça.

O foamball (espuma) me lançou com uma força absurda. Instantaneamente, estava de mãos e joelhos, de cara para baixo no recife de coral. A onda estava me pressionando para baixo. Lembro-me de ficar preso nessa posição, apenas achatado no recife de coral e lutando para sair dali antes de ser atingido por outra onda daquelas”, conta o surfista.

Bromley, no entanto, seria atingido por mais algumas ondas. Ele conta que usou a prancha como escudo, para de alguma forma proteger seu corpo contra o impacto contra a rasa bancada de coral: “Tomei espumas de dez pés na cabeça e lembro de segurar minha prancha com todas as forças para me proteger do impacto contra os corais”, conta.

Felizmente, assim que a série terminou, a forte correnteza o lançou para o canal, onde o sul-africano finalmente pode respirar aliviado: “Tinha tanta adrenalina no meu corpo que eu tremia dos pés à cabeça. Foi brutal”, ponderou.

Assista ao vídeo com o relato e a onda na “esquina” de Nias:

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