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RAIO X: Tahiti Pro

 


O Billabong Pro Tahiti começa nesta sexta-feira em Teahupoo! Foto: Divulgação

“O melhor evento da história da ASP”, cravou Kelly Slater referindo-se ao Tahiti Pro de 2014. Na corrida pelo título mundial, a competição foi um divisor de águas para Gabriel Medina. Ele calou os críticos ao vencer cada bateria com a precisão técnica de um tube rider, sem cair da prancha nas bombas de até 15 pés.

Na final, Gabriel ditou as regras ante Slater, o maior campeão em Teahupoo. O paulista tirou cinco tubões, três acima dos 9 pontos. Já o americano reagiu no final e, na última onda da decisão, aproveitou que Gabriel não usou a prioridade. Após tensos minutos, o veredicto: GM 18.96 x 18.93 KS.

Kelly vinha da melhor bateria do campeonato, na semi contra o havaiano John Florence. Os gladiadores de Teahupoo pegavam um tubo perfeito atrás do outro, e John John empatou na bomba derradeira: 19.77 x 19.77. Só que Slater levou a melhor pelo 10 tirado na abertura da contagem.

Este é apenas um capítulo do Tahiti na história do surf profissional. O primeiro campeonato em Chopes rolou em 1997 — WQS vencido pelo havaiano Andy Irons. Dois anos depois, o pico entrou para o Dream Tour, com vitória do aussie Mark Occhilupo. Em 2005, Damien Hobgood lesionou o ombro na decisão e deixou o lineup para o conterrâneo Slater reinar sozinho: duas notas 10 para o Careca, que na saideira abriu uma lata de breja e deu um gole na saída do tubo.

Já para o Brasil as glórias começaram com Bruno Santos. Nas triagens — com altas ondas —, o niteroiense ficou em segundo. Como wildcard, faturou o evento principal de 2008. Em 2011 e 2012, Ricardo dos Santos levou os trials do Tahiti Pro. No último ano, chegou às quartas e conquistou o Andy Irons Award, prêmio concedido ao surfista mais atirado.

O espírito de Andy, por sinal, paira sobre as bombas e o recife afiado de Teahupoo. Em 2010, o havaiano venceu ali sua 20ª e última etapa da carreira, antes de deixar a vida, em novembro daquele ano. Neste mês, o Tahiti Pro acontece de 14 a 25. Que mais um swell clássico alcance a ilha da Polinésia Francesa, com o capricho e a precisão de sempre — e, como de praxe, bote fogo na corrida pelo caneco máximo do surf.

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