A CEO da WSL, Sophie Goldschmidt, confirmou a notícia, publicada aqui na HARDCORE, de que a entidade estaria construindo uma piscina de ondas da franquia do Surf Ranch, de Kelly Slater, em Tóquio, visando a possibilidade de receber ali a disputa do surf nos Jogos Olímpicos de 2020.

“Ainda é um trabalho em andamento”, disse Goldschmidt, em entrevista ao jornalista Craig Jarvis, do site de previsão de ondas Magicseaweed. “Ainda estamos nos estágios iniciais e trabalhando muito duro com nossos parceiros locais para a construção dessa piscina de ondas em Tóquio que, esperamos, ficará pronta a tempo de receber os Jogos Olímpicos, mas ainda há um longo caminho a seguir”, continuou.

Quanto à afirmação de Fernando Aguerre, presidente da ISA – principal promotora do surf junto ao Comitê Olímpico Internacional – de que o surf seria realizado no oceano, na praia de Tsurigasaki, e não em ondas artificiais, Goldschmidt disse acreditar que ainda há tempo para que a decisão possa ser revisada, embora reconheça que isso não está em suas mãos.

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“Nós respeitamos a decisão de realizar o campeonato no oceano, afinal a piscina de ondas sequer foi construída ou testada ainda, mas se esse for o caso [a piscina ficar pronta a tempo], esperamos que eles considerem fazer uma sessão de treinos ou de exibição na piscina, ou mesmo fazer a competição lá”, disse.

“Sabemos que a piscina determinará o melhor surfista da melhor maneira possível, e ainda proporcionando uma grande experiência para o espectadores e, principalmente, para a transmissão do evento. Mas tudo isso é apenas especulativo. Precisamos construir e testar a piscina, e faremos o que tiver de ser feito para que isso aconteça, e então vamos esperar que eles considerem fazer o campeonato por lá”, continuou a CEO da WSL.

“Problemas em J-Bay foram inaceitáveis”

Após tocar no assunto em uma breve entrevista com o Surfline, Goldschmidt voltou a falar sobre os problemas na estreia da transmissão exclusiva via Facebook, durante o Corona Open, em Jeffreys Bay.

“Claramente os problemas que tivemos em J-Bay são inaceitáveis. Precisamos fazer tudo que pudermos para garantir que isso não aconteça de novo”, disse. “Embora tenha sido apenas uma pequena minoria que sofreu com esses problemas, e a maioria das pessoas pode assistir normalmente, isso não é o serviço que queremos entregar”, continuou.