Vídeo feito pelo projeto Ocean52 alerta para como o surf se tornará impraticável caso rejeitos plásticos continuem a se acumular no oceano desenfreadamente

Por Redação HC

Imagine-se agora em 2050. Clássica reunião para decidir qual será o pico de surf e colocar o pé na estrada. Você acessa o boletim do Broou e vê que o swell até encaixou bem no seu pico, mas por conta do acúmulo de plástico na água, a praia está fechada, sem previsão de ser aberta já que os micro-plásticos na água são praticamente impossíveis de serem retirados.

Esse é o cenário futuro que se apresenta a maioria das praias em 2050 caso detritos plásticos continuem a ser descartados nos oceanos. De acordo com estudos realizados pelo Fórum Econômico Mundial de Davos, O uso maciço de plásticos é tamanho que os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes em 2050.

“O sistema atual de produção, utilização e descarte de plásticos tem efeitos negativos importantes: de 80 a 120 bilhões de dólares de embalagens plásticas são perdidos anualmente. E além do custo financeiro, sem nada em troca, os oceanos terão mais plástico do que peixes (em peso) até 2050”, informa um comunicado.

O fórum estima necessária “uma refundação total das embalagens e dos plásticos em geral” e a busca por alternativas ao petróleo como material de base para sua produção – pois, caso nada mude, o plástico representará 20% da produção petroleira em 2050.

Vários países estão tentando limitar o uso de sacos plásticos. Na França, por exemplo, os sacos de plástico de uso único devem ser proibidos em Março.

O intuito então é escapar cada vez mais de tudo que possua plástico. A reciclagem é a alternativa ideal para a preservação do oceano. Confira a seguir o vídeo do projeto Ocean52 que mostra como será o surf em 2052:

 

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