Tainá Hinckel vence duas categorias, incluindo a profissional, no Wiggolly Dantas apresenta Wizard Brasileiro de Surf Feminino, encerrado neste domingo, em Itamambuca, Ubatuba. Camila Cássia chega no segundo lugar, vence o circuito e é a Campeã Brasileira de 2018

Da FMA Notícias

Um campeonato mais do que emocionante, vibrante. Exclusivo para as meninas e realizado pelo quarto ano seguido, o Wiggolly Dantas apresenta Wizard Brasileiro de Surf Feminino foi encerrado em grande estilo neste domingo (25), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, com grandes e acirradas disputas em sete categorias, duas delas, na profissional e na pro júnior (novidade este ano) valendo títulos pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp). Foram três dias de competição com surfistas de vários estados, de Santa Catarina ao Ceará.

A catarinense Tainá Hinckel foi o grande nome do evento, vencendo, justamente, nas categorias profissional e pro júnior, para sagrar-se a nova campeã brasileira entre atletas com até 18 anos. Quem também comemorou muito – e com a torcida local – foi Camila Cássia, que repetiu o segundo lugar do ano passado entre as profissionais, mas desta vez garantindo o título nacional da categoria.

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Outros destaques na competição foram a carioca Júlia Duarte, que chegou a três finais, incluindo o vice-campeonato na pro júnior e o quarto lugar na profissional, e a “prata da casa” Nairê Marquez, de apenas 12 anos, vitoriosa em duas decisões seguidas, na sub12 e com o bicampeonato na sub14. Ainda na lista de vencedoras, a “dobradinha” de mãe e filha, com as paranaenses Thiara Mandelli com o bi na longboard profissional e Luara Mandelli a melhor entre as caçulas da sub10.

Outro bicampeonato foi festejado pela carioca Maju Freitas, na sub16. Mais uma atração foi Sophia Medina, irmã do primeiro brasileiro campeão mundial de surf e líder do Circuito deste ano, Gabriel Medina, ficando com dois segundos lugares, na sub14 e na sub16.

Sua xará, Sophia Gonçalves foi outra atleta em dois pódios, com segundo na sub12 e terceiro na sub14. “Vejo esse campeonato com muito carinho, estou muito feliz porque as meninas estão surfando muito e esse evento é para elas”, disse Eliane Dantas, mãe de Wiggolly e responsável pela organização.

 

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É necessário sempre acreditar que o sonho é possível. Que o céu é o limite e você, truta, é imbatível. Que o tempo ruim vai passar, é só uma fase. Que o sofrimento alimenta mais a sua coragem!(racionais) CAMPEÃ BRASILEIRA PROFISSIONAL DE SURF 2018 Só tenho a agradecer a Deus por esse resultado. Obrigado a todos que fizeram parte dessa minha caminhada, que não foi fácil, sozinha eu não conseguiria chegar onde cheguei !! . . . . . . @teammaicol @jorgepersonaluba @flwboardstore @aguaevidanatacao @stormsbr @protetorbrazinco @fernandaterrapilates @oficina_do_movimento @pranchascdv @paulo_alves_masso @dulceoliveiraestetica @marcoscerimedo @3dfins_br @gobboimoveis @roneychiaverini Casa de ração amigo do pet @misabelacerda @alefaraujo12 @fervbgoulart @cedotteshapes #teammaicol #wizardbrasileirodesurffeminino #vibepositiva #thanksgod #borapapai #focusonthemission #campeabrasileira2018 #oceueolimite #vamoqvamo #itamambuca

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“A família Dantas faz com muito carinho junto com nossos patrocinadores, como a Wizard. Deus ajudou dando sol para a gente, ondas. Foi perfeito”, avaliou Eliane Dantas, que tem uma grande relação com Itamambuca e o surf. “Trabalho aqui na praia, no quiosque ao lado dos campeonatos, há 54 anos e diretamente com o surf são 42 anos, quando começaram os eventos e fomos nos envolvendo”, contou.

A primeira final do evento foi a sub10. Luara Mandelli, vice em 2017, não tomou conhecimento das rivais, garantindo uma nota excelente, 8,17. Bibi Nogueira, de Praia Grande, garantiu o segundo lugar no final, para superar Natalia Gerena, de Ilha Comprida. Luiza Teixeira, de Imbituba, terminou em quarto lugar. Nessa categoria, a atleta mais nova, Carol Bastides, tem apenas sete anos.

Na sub16, Maju Freitas repetiu a vitória do ano passado, com notas 7,5 e 7,33. Sophia Medina, campeã este ano do Hang Loose Surf Attack e Rip Curl Grom Search, chegou muito perto, com a maior nota da bateria, 8,33, ficando em segundo, à frente de Júlia Duarte e Isabela Saldanha, também de São Sebastião. “Foi uma final difícil. As meninas estavam quebrando. Foi emocionante até o fim e bem disputado, mas fiz meu trabalho e terminei minha participação na sub16 com vitória nesse campeonato irado, muito importante”, vibrou Maju.

Depois, nas duas decisões seguintes, o domínio foi de Nairê Marquez. Na sub12, numa disputa forte com Sophia Gonçalves e depois na sub14, com Sophia Medina. “Eu treinei muito. Então achava que poderia ter esses resultados. Foi duro, fiquei tensa com as notas delas no final, porque surfam muito bem. Eu estava cansada porque foram duas seguidas, mas valeu”, falou Nairê, que já tem uma trajetória no evento, com os títulos na sub10, em 2016, e sub14, em 2017.

Nos pranchões, Thiara Mandelli repetiu a boa performance e vibrou muito com o resultado da filha. “Hoje realizei o meu sonho, que era ver minha filha campeã e acabei saindo bicampeã desse evento tão importante. Estou feliz por tudo o que o esporte tem me dado”, afirmou Thiara.

Na pro júnior, em jogo o título da temporada em disputa única. Júlia Duarte em sua segunda final do dia, liderou praticamente toda a bateria, depois de um 7,33 e um 7,40, mas na última onda, Tainá Hinckel virou o placar, com uma nota nove. Louise Frumento, de Guarujá, ficou em terceiro, e Maju Freitas em mais uma decisão, foi a quarta.

Na sequência, Julinha e Tainá ficaram no mar, para a disputa decisiva da profissional. Vice no ano passado, Camila Cássia chegou nesse campeonato em quarto do ranking, viu todas as rivais serem derrotadas e precisava vencer ou ser a segunda para ficar com troféu da Abrasp. Tainá assumiu a ponta e Camila soube ter paciência para esperar uma boa onda e virou o resultado com nota 8,33.

A catarinense deu o troco em seguida e com um 8,67 virou e para completar tirou um 9,5, uma das melhores do evento para consolidar a segunda vitória. A cearense Larissa dos Santos, que chegou a ser a segunda por um bom tempo, ficou em terceiro, com Julia em quarto.

“Foi incrível e foi o que eu esperava. Vim com a meta de vencer as duas categorias, principalmente na profissional, que é uma categoria acima. Treinei bastante para isso, minhas pranchas estão boas e estou muito feliz”, comemorou Tainá Hinckel, que aos 16 anos, já tem no currículo o título sul-americano da WSL e participação em etapas do CT, e nesse evento garantiu a maior somatória, com 18,26 pontos, de 20 possíveis.

Camila também saiu da água carregada, festejando o seu primeiro título brasileiro na carreira. “Desde o início eu sabia que não seria fácil. Agradeço a Deus por tudo que ele vem fazendo na minha vida e toda a equipe que está comigo”, vibrou. “A gente sempre tem de confiar, as chances eram pequenas, mas nunca desisti e sabia que poderia. Tenho surf para isso, só precisava me concentrar e isso que fiz. Fiquei aqui em Itamambuca, queria ficar comigo mesmo e esse é o resultado”, falou a atleta de 28 anos, que mora na Praia da Enseada.

“Meu sonho era ganhar um título brasileiro aqui na praia de Itamambuca. Estar aqui com minha família e meus amigos é gratificante demais”, completou a nova campeã brasileira da Abrasp. Além das meninas, o evento contou com uma bateria especial, com homens, valendo a manobra mais radical. Quem levou o primeiro lugar foi Emerson Santos, o Tikinho, com um aéreo.