Por Fernando Maluf

Foi dada a largada do CT 2018 da WSL neste sábado (domingo na Austrália), com a abertura do Quiksilver e Roxy Pro Gold Coast. Em um dia, em geral, ruim para os brasileiros, que têm participação recorde no circuito masculino, apenas Filipe Toledo e Ítalo Ferreira venceram suas baterias e avançaram direto ao round 3. Os nove demais representantes disputam agora a repescagem. No feminino, Silvana Lima também foi para o round 2.

Top 2 começam mal

John John Florence e Gabriel Medina, campeão e vice do ano passado e principais candidatos ao título, começaram o ano de 2018 com derrotas. Medina cometeu uma interferência logo no início de seu confronto com Leo Fioravanti e Ítalo Ferreira e não conseguiu reagir durante a bateria (assista ao resumo da bateria abaixo).

Após uma disputa na remada com Fioravanti, ambos droparam a mesma onda, mas Fioravanti estava mais dentro do pico. Regra clara. O detalhe é que Medina, ignorando ou não a regra, surfou a onda inteirinha. Um tubão seguido de algumas manobras que seria a melhor nota do dia, 8.33, se não tivesse sido anotado como interferência logo depois.

Ítalo, que não tinha nada a ver com isso, confirmou o poder de destruição de suas pranchas novas e cravou seu lugar no round 3 com um backside afiadíssimo e uma apresentação de respeito.

Na bateria seguinte, foi John John que não se encontrou nas difíceis condições durante toda sua bateria. O mesmo não se pode dizer do estreante Griffin Colapinto, que logo em sua primeira onda como top do CT achou um belo tubo, seguido de algumas boas manobras e devidamente avaliado como melhor onda da bateria. Griffin avançou direto ao round 3.

Filipe se sobressai

Filipe Toledo registrou a melhor apresentação do dia com sobras. Não apenas pelas notas (maior nota única, 8.23, e maior média, 15.56), mas pela maneira como encontrou e atacou as ondas, com manobras mais rápidas, mais agressivas e mais bem localizadas que as de qualquer outro competidor no dia. Mandou para o round 2 o português Frederico Morais e o rookie Tomas Hermes – assista ao resumo abaixo.

Vale notar que os surfistas que chegaram mais próximos da performance de Filipe foram outros dois brasileiros: Medina e Ítalo. O potiguar fez a segunda melhor média do dia e foi o único que pareceu capaz de agredir as ondas com a mesma radicalidade de Filipe. E o paulista de Maresias, como já dissemos, tirou a melhor do dia – mas não levou…

Ao menos a princípio, as atuações confirmam previsões que vinham sendo feitas na pré-temporada. São resultados futuros que vão lapidar a corrida ao título do ano, mas os três já apresentaram suas credenciais.

O round 2 deve ser iniciado neste domingo, às 18h (de Brasília), e, de maneira incrível com duas baterias que já podem definir muita coisa para o restante da temporada. Primeiro, John John enfrenta o local Mikey Wright. Logo na sequência, Medina reencontra Fioravanti. Os perigosos wildcards…

Mais três brasileiros caem na água na sequência: Ian Gouveia faz duelo de goofies com Wilko, Mineiro enfrenta Pat Gudauskas e Michael Rodrigues, que foi o melhor rookie do dia depois de Griffin, tem seu primeiro grande desafio na elite: Joel Parkinson, na quinta bateria do dia. Fique ligado e acompanhe as atualizações aqui e em nosso Instagram.

Ninguém surfou tão bem quanto Toledo no primeiro dia do CT 2018 (Ed Sloane/WSL)

O backside moldado na Baía Formosa funcionou bem em Snapper (Kelly Cestari/WSL)

Silvana Lima não se achou nas difíceis condições do sábado. Ela enfrenta a aussie Bronte Macaulay na sexta bateria do round 2 (Kelly Cestari/WSL)

Medina reencontra Fioravanti em uma bateria que pode custar caro no restante do ano (Kelly Cestari/WSL)

Atual campeão do Quik Pro, Owen Wright estreou com vitória na Gold Coast (Ed Solane/WSL)

Michel Bourez conseguiu aproveitar os tubos que rolavam perto das pedras e foi direto ao round 3 (Ed Sloane/WSL)

Outro candidato ao título mundial, Jordy estreou com vitória na Gold Coast (Ed Sloane/WSL)