WSL reúne surfistas em mesa-redonda e anuncia novas medidas de promoção da igualdade no surf no Dia Internacional da Mulher

Por Redação HC

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, nesta sexta, 8 de março, a WSL reuniu cinco de suas principais atletas em uma espécie de mesa-redonda sobre a atual situação do surf feminino. Mediada pela comissária do circuito feminino e ex-top do CT Jessi Miley-Dyer, a conversa teve participação de Carissa Moore, Courtney Conlogue, Tati Weston-Webb, Lakey Peterson e Caroline Marks.

As atletas discutiram questões de valorização das suas atuações — em vez da imagem de seus corpos, seu maior reconhecimento enquanto atletas, as mudanças no cenário ao longo dos anos e, é claro, as últimas mudanças promovidas pela WSL em nome da igualdade entre homens e mulheres em seus circuitos. Entre outros assuntos.

Se estiver com o inglês em dia, assista. Vale a pena:

Além da mesa-redonda com as atletas, a WSL também anunciou três ações de longo prazo na direção de promover a igualdade entre homens e mulheres no surf competitivo e ao redor do globo.

O Rising Tides – WSL Girls Program vai oferecer clínicas abertas para garotas surfistas em todas as paradas do circuito mundial feminino.

Já nesta quinta, foi lançada a campanha Every Wave for Everyone que, segundo a WSL, “irá exibir diversas surfistas inspiradoras […], com cada surfista compartilhando um momento pessoal de igualdade”.

 

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08/03/19 Feliz dia internacional da mulher! Lugar de mulher é onde ela quiser. #cadaonda @wsl #wsl #everywave #iwd2019

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A WSL anunciou ainda uma sequência da série Heritage Series, trazendo histórias de mulheres que inovaram, quebraram recordes e abriram novos caminhos no esporte.

A entidade que rege o surf mundial conta, desde o início de 2018, pela primeira vez na história, com uma mulher no mais alto cargo de comando, a CEO Sophie Goldschmidt.

No meio de 2018, Goldschmidt anunciou a que seria a maior vitrine das políticas de promoção da igualdade entre gêneros na WSL, a equalização dos pagamentos a homens e mulheres em todas as categorias do circuito, a partir de 2019.

Mas já faz alguns anos que uma série de ações nessa direção têm sido tomadas. Entre elas, estão o aumento no número de eventos femininos na elite mundial — em 2019, serão onze etapas, mesmo número de eventos do circuito masculino pela primeira vez na história — e nos calendários gerais da WSL, a criação do circuito feminino de ondas grandes, entre muitas outras.

São medidas reais e significativas, que colocam o surf profissional em um patamar praticamente único entre esportes de alto nível. Se mensagens e ações de promoção da igualdade são pauta obrigatória hoje em dia, o surf pode orgulhar-se de ter respaldo para falar — e fazer — sobre o assunto, sem demagogia.

Veja também: WSL anuncia premiação igual para homens e mulheres a partir de 2019