Decisão do título mundial da WSL entre Gabriel Medina, Filipe Toledo e Julian Wilson começa neste sábado (8), com a abertura do Billabong Pipe Masters

Por Redação HC

Começa neste sábado (8) a decisão de um ano histórico para o surf competitivo. Histórico pois nunca antes um país havia sido tão dominante no circuito mundial: em 10 etapas disputadas, foram oito vitórias brasileiras. O único atleta de outro país a chegar ao topo do pódio em 2018 é também o único que pode tirar as cores verde e amarela da festa. Gabriel Medina, Filipe Toledo ou Julian Wilson? Quem vai ser o campeão mundial de 2018? A decisão será no Billabong Pipe Masters, na onda de Banzai Pipeline, entre os dias 8 e 20 de dezembro.

Pelo histórico na competição e pela vantagem numérica, Gabriel Medina é o favorito. O surfista de Maresias lidera o ranking com 56,190 pontos, contra 51,450 de Felipe e Julian, que dividem a segunda posição.

O cenário para a decisão do título é o seguinte:

  • Se Gabriel Medina chegar à final, ele vence o título mundial independente do adversário e do resultado na final
  • Se Gabriel Medina chegar à semifinal, Filipe Toledo e Julian Wilson precisam vencer o Billabong Pipe Masters para chegar o título mundial
  • Se Gabriel Medina cair em qualquer fase antes da semifinal, Filipe Toledo e Julian Wilson precisam chegar à final para conquistar o título mundial.
  • Se Filipe Toledo e Julian Wilson forem eliminados em qualquer fase antes da final, Gabriel Medina já é campeão mundial.

O histórico aponta Gabriel Medina como favorito pois em nenhuma das edições passadas da competição aconteceu a combinação de resultados necessária para que Filipe ou Julian vençam em 2018. Filipe nunca chegou à final. Julian chegou apenas uma vez, em 2014, e venceu o campeonato, mas seu adversário na final foi justamente Gabriel – cenário que, se repetido em 2018, dá o título ao brasileiro.

Histórico em Pipeline:

Gabriel Medina Julian Wilson Filipe Toledo
2011 5º / Kieren Perrow 13º / CJ Hobgood
2012 9º / Yadin Nicol 13º / Kieren Perrow
2013 13º / John John Florence 5º / John John Florence 25º / Kaipo Jaquias
2014 2º / Julian Wilson 1º / – 5º / Gabriel Medina
2015 2º / Adriano de Souza 13º / Adam Melling 13º / Mason Ho
2016 13º / Ryan Callinan 13º / Kanoa Igarashi 9º / Michel Bourez
2017 5º / Jeremy Flores 5º / John John Florence 25º / Ian Gouveia

Medina, com duas finais, tem o melhor histórico geral. Nos confrontos diretos, ele venceu Filipe no único confronto entre os dois e perdeu na única vez em que enfrentou Julian Wilson – e há quem diga que o brasileiro foi roubado. Na dúvida, relembre a decisão histórica com os dois vídeos abaixo.

De qualquer forma, este encontro foi apenas na final, resultado que dá o título ao brasileiro.

Importante mencionar que o chaveamento colocou Gabriel de um lado, Filipe e Julian do outro. Ou seja: Gabriel só enfrenta um de seus adversários diretos em uma eventual final. Julian e Filipe, se vencerem todas as baterias, se encontram na semi. Caso um dos dois vença no round 4 e outro fique em segundo, o encontro acontece nas quartas.

Baterias do round 1 do Billabong Pipe Masters 2018

1: Jordy Smith, Frederico Morais, Miguel Pupo
2: Owen Wright, Yago Dora, Keanu Asing
3: Italo Ferreira, Joan Duru, Caio Ibelli
4: Filipe Toledo, Matt Wilkinson, convidado
5: Julian Wilson, Tomas Hermes, convidado
6: Gabriel Medina, Connor O’Leary, convidado
7: Wade Carmichael, Griffin Colapinto, Kelly Slater
8: Kanoa Igarashi, Sebastian Zietz, Michael February
9: Michel Bourez, Ezekiel Lau, Ian Gouveia
10: Conner Coffin, Jeremy Flores e Jessé Mendes
11: Kolohe Andino, Adrian Buchan, Joel Parkinson
12: Willian Cardoso, Michael Rodrigues, Patrick Gudauskas

Com a desistência de John John Florence, restam três vagas ainda abertas para o campeonato. Duas delas são tradicionalmente ocupadas pelo campeão e o vice da triagem. A terceira ainda não foi definida ou divulgada. A WSL ainda não informou se também será cedida ao trials, ou se será entregue a um convidado – Wiggolly Dantas, Mikey Wright e Ryan Callinan são boas apostas neste caso.

A EXPECTATIVA

#VaiMedina: a torcida de peso por Gabriel

Gabriel Medina não é o único brasileiro na briga, mas acabou ganhando o apoio declarado de diversos nomes de peso no esporte e na comunicação, em geral, do Brasil. Em um vídeo publicado nesta quinta, seu amigo Neymar lança a hashtag #VaiMedina. Depois deles, ainda aparecem na torcida Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Gisele Bündchen, Leandrinho (jogador de basquete campeão da NBA), Cesar Cielo (nadador campeão olímpico e mundial), Luciano Huck, Whindersson Nunes e outros famosos.

 

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#VaiMedina Obrigado a todos pela torcida! Que Deus me abençoe nessa reta final… Pra cimaaa 🙏🇧🇷

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O Caçador: Filipe Toledo “sem pressão”

Filipe Toledo não tem o midiatismo de Gabriel Medina, mas sabe que tem surf para vencer o título – e é isso que importa. Apesar de não tem o melhor histórico em Pipeline, Filipe acredita que há uma primeira vez para tudo e confia no seu potencial. Sem pressão, correndo por fora e mais leve do que nunca, Filipe tem uma chance e está agarrado a ela.

 

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Pipe 🔥 frame: @ricardinhotoledo

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#CarnJoycey: A esperança australiana

O público brasileiro talvez não tenha noção, mas a comoção em torno de Julian Wilson nessa última etapa é enorme. Foi um ano ruim para o surf australiano: Mick Fanning saiu do circuito, Joel Parkinson está saindo após fazer um ano apático e o Brasil, de repente, tomou seu lugar de maior potência do circuito com uma série implacável de vitórias. O orgulho do surf australiano está em jogo com a atuação de Julian Wilson, e uma eventual vitória vai ser muito, muito comemorada. Mas, como diriam eles, #carnjoycey?

 

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Less than 48 hours! #CARNJOYCEY !!!!! #utfs

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A primeira chamada oficial para o Billabong Pipe Masters está marcada para as 16 horas (horário de Brasília) deste sábado. Para assistir ao vivo, entre em www.worldsurfleague.com. Fique ligado e acompanhe nossa cobertura!