Gabriel Medina e Julian Wilson vencem baterias de estreia no Billabong Pipe Masters. Filipe Toledo vai para a repescagem, e enfrentará havaiano Benji Brand

Por Redação HC

Os três candidatos ao título mundial já fizeram sua estreia no Billabong Pipe Masters, nesta quinta (13). Em ondas muito prejudicadas pelo forte vento de norte, Gabriel Medina foi, disparado, o melhor dos top 3, combinando tubos e aéreos em diversas ondas para fazer uma apresentação muito segura e uma das melhores do dia. Julian Wilson avançou em uma bateria de placares baixos, e Filipe Toledo ficou em terceiro em um encontro de notas ainda menores que o do australiano.

Ross Williams, ex-competidor e técnico de John John Florence, explicou porque, na sua opinião, Filipe não se encontrou em Pipe. Segundo ele, o brasileiro estava “em um lugar muito ruim na bancada, praticamente o pior lugar possível”. Filipe se posicionou mais à esquerda de quem olhava da areia, próximo a Off the Wall. Ele não conseguiu completar nenhum tubo ou aéreo e terminou o duelo com 5,04 pontos, atrás de Matt Wilkinson (6,03) e à frente de Caio Ibelli (4,93).

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Julian Wilson entrou na bateria seguinte e ficou atrás durante quase todo o duelo. Tomas Hermes, com boas sequências de manobras em ondas pequenas que acabavam abrindo na bancada, liderou até os minutos finais. Mas, com notas baixas, a liderança era frágil, e eventualmente foi tomada pelo australiano, que fez a melhor nota da bateria: 5,50.

O mar parecia extremamente prejudica nesta hora, quando Medina entrou na água. O local de Maresias logo de cara fez uma leitura muito difícil de uma esquerda, com o drop atrasado em um dos poucos tubos em que dava para ficar em pé. A onda ia fechar imediatamente, e ele conseguiu sair antes, abrindo vantagem no duelo.

Aos poucos, Medina passou a explorar outras possibilidades. Após acertar um alley oop perfeito, arriscou mais um aéreo reverse para finalizar a mesma onda, mas caiu – se acertasse, seria o primeiro high score do dia. Benji Brand e Connor O’Leary também se encontraram e tiraram bons tubos. O australiano chegou a combinar uma rápida corrida embaixo do lip de uma esquerda com um reverse na junção, mas não teve uma nota muito alta.

O melhor momento da bateria aconteceu no final, quando Medina defendia a prioridade contra Benji Brand, que precisava de 6,01 pontos para ultrapassá-lo.

Gabriel brigou até o limite na remada com o havaiano, que estava à sua direita. Ele encarou o havaiano até o último momento, e quando este desistiu, o brasileiro rapidamente se curvou inteiro para Pipeline, entrou em um tubo apertado, mas profundo e muito rápido, e saiu para fazer a melhor nota do encontro (6,93).

Fora da corrida do título mundial, Italo Ferreira fez a única apresentação melhor que a de Gabriel Medina até o momento, com 13,30 pontos. Além dele, o catarinense Yago Dora também venceu nesta quinta e avançou direto à terceira rodada. Os dois goofies apostaram – com sucesso – nos aéreos, principalmente para a esquerda, onde o vento ajudava bastante na decolagem.

A CORRIDA PELO TÍTULO MUNDIAL EM PIPE:

Round 1:
5: 
Matt Wilkinson 6,03, Filipe Toledo 5,04, Caio Ibelli 4,97
6: Julian Wilson 8,07, Tomas Hermes 6,40, Seth Moniz 4,57
7: Gabriel Medina 13,13, Benji Brand 9,97, Connor O’Leary 9,67

Round 2:
1: Filipe Toledo x Benji Brand

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