A carioca Maya Gabeira fez história e entrou, oficialmente, para o Livro dos Recordes com a maior onda já surfada na história por uma mulher.

O recorde foi reconhecido pelo Guinness após muita pressão da surfista sobre a World Surf League (WSL), que é quem faz as submissões relacionadas ao surf.

O recorde foi oficializado nesta segunda (1), durante uma cerimônia realizada em Portugal, onda Maya vive durante parte do ano. Ela recebeu um troféu e um certificado atestando a proeza.

A onda, surfada em 18 de janeiro deste ano em Nazaré, Portugal, foi estimada pela WSL e pelo Guinness com a altura de 68 pés. Assista abaixo a onda recorde surfada por Maya:

 

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#68feet Nazaré 🤩

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O recorde é uma consequência da criação, pela WSL, da categoria feminina do prêmio de “Maior onda surfada” no Big Wave Award. A inclusão da categoria entre as mulheres surgiu junto com uma série de medidas da entidade na direção de um reconhecimento igualitário aos surfistas profissionais homens e mulheres.

Em setembro deste ano, a liga havia anunciado a premiação igual para homens e mulheres em todas as competições com a chancela da entidade, uma medida praticamente inédita em esportes individuais.

Brasil domina o surf de ondas grandes

Com a entrada da onda de Maya Gabeira no Guinness, o Brasil passa deter os dois recordes, masculino e feminino, de maior onda já surfada. Entre os homens, o feito pertence ao guarujaense Rodrigo Koxa, que surfou uma onda estimada em 80 pés em novembro de 2017 também em Nazaré. Koxa é o dono do recorde desde abril deste ano,

Em entrevista exclusiva concedida à Hardcore, Maya relatou as dificuldades encontradas junto à WSL para que entidade encaminhasse sua onda ao Guinness.

“A gente também fez um e-mail para o Bill Sharpe [do XXL]. Já tinha escrito um e-mail para ele sobre o assunto cinco anos atrás, na primeira vez que fui para Nazaré”, conta Maya. “Falei que gostaria de ir para lá e catalogar o recorde feminino no Guinness e ele fugiu do assunto: “não, pois é, porque a categoria gostaria muito de ampliar a posição feminina, mas não tem esse dinheiro, e a categoria masculina é a única que mede onda, que é a do Big Wave of The Year e a gente, como Overall Performance, não tem essa medição”. Ele falou isso e eu não consegui nada naquele ano.

“Agora estamos num momento de silêncio dele, que mostrou alguma possibilidade, mas vamos ver se ele vai dar um passo. Seria muito mais fácil se a WSL resolvesse. Se não, vamos homologar. Ele já tem todo o esquema com o Guinness, eles têm o sistema de medição que é aprovado automaticamente e colocado no livro. Mas é isso, a gente depende de uma entidade e de algumas pessoas estarem com vontade de fazer. E eles nunca abriram o protocolo. Então é difícil entender como eles fariam uma média”, disse a big rider.

Texto: Redação HC
Imagens: Bruno Aleixo