A reprodução da alga Karenia brevis, também chamada de ‘maré vermelha’, está fora de controle no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Depois de espalhar-se desde agosto por diversas praias da região litorânea virada para o Golfo do México, o fenômeno agora chegou, pela primeiras vez em décadas, também à faixa virada para o Atlântico Norte.

Essa reprodução massiva tem como consequência a morte de diversos animais da fauna marinha, um forte cheiro presente no ar e uma série de riscos à saúde das pessoas, como dores de cabeça, irritação nos olhos, tosse e crises de asma.

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O governo do condado de Miami-Dade se viu forçado a fechar o acesso a inúmeras praias depois que a maré-vermelha chegou a um nível insustentável nesta quinta (4). Além dos problemas ambientais, o fechamento das praias acarretará em sérias consequências econômicas na região.

“O mar é um grande negócio para nós”, disse o morador Richy Beck, de 36 anos, que levava cadeiras de praia em um caminhão. “Isso é péssimo para os negócios. Significa que eu estarei na fila dos desempregados”, disse ele, em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post.

Policial patrulha área de Fort Lauderdale com proteção contra o mau-cheiro e possíveis infecções no ar

Toneladas de peixes mortos vêm sendo retirados das praias da região desde agosto, quando o ritmo de reprodução das algas começou a se intensificar. Também foram encontrados peixes-bois, tartarugas e golfinhos mortos em decorrência do fenômeno.

Nesta semana, centenas de peixes apareceram nas praias de Fort Lauderdale, cidade vizinha a Miami e a cerca de 200 quilômetros ao sul de Cocoa Beach, um dos principais picos para o surf no estado.

O governo da Flórida anunciou um aporte de 3 milhões de dólares a cinco condados diferentes da Flórida para auxiliar na contenção da maré vermelha.

Texto: Redação HC
Imagens: Reprodução