Segundo o Instituto Biopesca, que encontrou o animal, golfinho com a boca preso por lacre não tinha nenhum vestígio de alimento no estômago – apenas fragmentos de lixo plástico

Por Redação HC

No último final de semana, pesquisadores do Instituto Biopesca tiveram um desagradável encontro próximo à orla da Praia Grande, Litoral Sul de São Paulo. E o pior é que nem dá para chamar de surpresa. Ao recolher o cadáver de uma toninha, espécie de golfinho de menor porte ameaçada de extinção, constataram que a boca do animal estava presa por um lacre plástico.

Ao realizar a necrópsia do animal, confirmaram a desnutrição como causa da morte. Ele ainda tinha outros fragmentos plásticos no estômago. Segundo Rodrigo Valle, um dos veterinários do instituto, o animal estava muito magro, o que indica que ele estava com o lacre impedindo sua alimentação já há algum tempo.

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Ele também afirma que ocorrências do tipo – animais marinhos mortos devido à poluição nos oceanos – tem sido comuns, com diversas espécies. “O lixo é principalmente plástico, e a situação é bem preocupante”, disse, em entrevista ao site G1.

O Instituto Biopesca é uma associação civil que busca a preservação de espécies marinhas ameaçadas de extinção. Eles trabalham por meio de ações diretas, como no monitoramento de uma faixa litorânea de 75 quilômetros, cobrindo os municípios de Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, e também com ações educativas e de conscientização. Para saber mais, entre aqui.

Imagem: Instituto Biopesca/Reprodução