Navegando em uma espécie de capsula flutuante sem controle, Jean-Jacques Savin já percorreu 2700 quilômetros de sua jornada com destino incerto

Por Redação HC

O francês Jean-Jacques Savin partiu há três meses das Ilhas Canárias em uma espécie de barril à deriva com o intuito de atravessar o Oceano Atlântico até alguma ilha do Caribe. Na última terça-feira (12), o aventureiro alcançou a metade do caminho.

Savin construiu o barril sozinho com um material resistente, mas que não possui velas, motores ou algo que possa controlar a curiosa embarcação. O homem não possui a menor ideia de onde vai parar, já que está sendo levado somente pela força dos ventos e marés.

Veja também: Garoto de onze anos sobrevive a ataque de tubarão na Flórida

“Não sou o capitão de um barco, mas sim um passageiro do oceano. Ele me leva para onde quiser”, relata.

No interior do barril de três metros de comprimento, Jean possui uma cama, pia com água dessalinizada, um pequeno fogão e um local onde estão armazenados sacos em pó de sua comida.

Interior do barril de Jean-Jacques Savin

Aos 72 anos, o francês decidiu que viajaria sozinho e partiu das Ilhas Canárias em 26 de Dezembro. “Nem caberia outra pessoa no barril”, ressalta. Ele contou que por sua embarcação ser muito pequena, os radares dos navios não o localizam. Por esse motivo, Savin sempre dorme atento a qualquer movimentação que indique a presença de outros barcos e utiliza sinalizadores e um rádio para alertar outros navegantes.

“Só relaxo quando consigo fazer contato com os navios pelo rádio e passo a minha localização, para que eles desviem, já que eu não tenho como fazer isso”

O aventureiro utiliza o mar para realizar nados e manter a rotina de exercícios ativos, já que não há condições ideais dentro do barril. Também passa boa parte do dia pescando e analisando as condições do clima.

Jean afirma que decidiu realizar a travessia baseado no antigo costume americano (hoje passível de punição e multa) de se jogar dentro de um barril nas Cataratas do Niágara. Quem realizou o feito pela primeira vez foi a americana Annie Edson Taylor, há 118 anos.

A velocidade média da travessia do homem é de 2 a 3 km/h. Ciente de que sua viagem pode demorar mais do que o esperado, Savin diz estar calmo e espera que os ventos continuem contribuindo para seu avanço.

Confira aqui a localização em tempo real de Jean: