Mineiro líder do ranking, Medina, Pupo, Alejo e a Tempestade Brasileira, Slater 11x campeão, a despedida de Dane Reynolds — 2011 foi um ano especial para o surf competitivo. Relembre

Por Redação HC

Dois mil e onze foi um ano marcante para o surf competitivo. Pode até parecer uma frase descartável, que poderia ser dita sobre quase qualquer outro ano. Mas vamos analisar, rapidamente, um pouco daquela temporada.

Kelly Slater havia acabado de conquistar seu décimo título mundial. O ano começa com o tradicional suspense sobre sua continuidade ou não no circuito. Mick Fanning era um bicampeão mundial, mas de certa maneira ainda dividia com Taj Burrow e Joel Parkinson o posto de principal representante australiano – estes dois, ainda na ponta dos cascos, brigariam a sério pelo título.

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Em 2011, as duas das maiores revelações do surf mundial, na época, estavam no circuito e, sem exagero, entregavam um show em praticamente cada etapa, apesar de sucumbirem nas fases finais para nomes mais experientes. Falamos de Jordy Smith e, principalmente, Dane Reynolds.

Mas a Austrália também tinha suas revelações. Julian Wilson era o menino de ouro, mas foi Owen Wright, com uma sequência eletrizante de três finais seguidas contra Kelly Slater, que roubou a cena.

Ou quase isso. Quem roubou a cena no ano, mesmo, não foi um atleta em específico, e sim um país. Uma tempestade, no caso.

Adriano de Souza derrubou as esperanças de Taj Burrow ao derrotar o aussie em uma final no Rio de Janeiro, quebrando um jejum de vitórias brasileiras em casa que vinha desde Peterson Rosa, também no Rio, em 1998.

Logo após uma semifinal em Bells, o título no Rio fez de Mineiro o primeiro surfista brasileiro da história a liderar o Circuito Mundial.

A Tempestade Brasileira se consolidaria com a rotação do meio do ano, que colocou Gabriel Medina e Miguel Pupo na elite mundial. Pupo venceu o Nike Lowers Pro, etapa prime do QS em condições perfeitas em Trestles, logo antes de Medina abalar o mundo com duas vitórias em seu ano de estreia na elite — aos 17 anos de idade.

No meio do caminho, Adriano de Souza impõe uma amarga derrota a Kelly Slater em ondas perfeitas na final da etapa de Portugal. Com quatro vitórias — duas de Mineiro, duas de Medina — o Brasil seria o país com mais títulos na elite mundial em 2011. O prenúncio do que estaria por vir.

Todas essas histórias — e ainda muitas outras, como a lesão de Mineiro que o tirou da briga pelo título no meio do caminho e a vitória de Jordy em J-Bay — estão no ótimo filme recém publicado pela WSL em sua série WSL Surfing Sundays. Assista, relembre e viaje de volta para um ano histórico no surf mundial.