Por Gustavo Migliora

Salve, galera do Comenta Cako! Já estava com saudades!

A temporada 2018 do “Tour dos Sonhos” está prestes a começar e, apesar de algumas mudanças, com uma ou outra etapa diferente, e algumas caras novas, o circuito terá o mesmo início de sempre. A perna australiana dá o start na briga pelo título mundial e os 34 (ou 36) melhores do mundo se colocarão à prova para ver quem terminará no topo em dezembro (seja no Havaí ou logo ali).

O fim da temporada 2017 foi bastante conturbado, com a perda da licença da WSL para a realização da tradicional etapa de Pipeline, mas independente disso, a briga promete e, com toda certeza, teremos muitas emoções durante o ano.

E como tudo muda, também estou mudando a minha pegada aqui nessa coluna…

Se em 2017, eu apresentei os Dark Horses de cada etapa, ou aqueles surfistas que pouca gente aposta, mas que sempre podem surpreender, esse ano eu vou dar meus palpites para os White Horses (ou sei lá como se chamam). A partir de agora, só falarei de quem eu acho que realmente vai dar o que falar em cada prova do Tour!

Não vai ser de acordo com o Fantasy, dividindo por Tier A, B ou C. Vou separar categorias e critérios que eu criarei a cada etapa, mas pode ter certeza que só vão entrar os caras que eu acredito que possam chegar bem e que têm chances reais de faturar a etapa. Seja ela na Gold Coast, em Saquarema ou na Piscina do Kelly.

Agora, uma coisa não muda: é sem politicagem e sem pela sacagem!

Então, vamos ao que interessa!

Os Goofies: A onda de Snapper Rocks nunca foi uma vantagem para a turma do pé direito na frente. Até hoje, foram 16 surfistas já foram coroados na Gold Coast, sendo 12 deles regulars. Mas aqui temos um fato curioso: nos últimos 4 nos, 3 deles foram goofies. Ou seja, talvez esse paradigma esteja sendo quebrado.  Então, seguem aqui três nomes fortes que podem aprontar:

  1. Gabriel Medina – Tomara que não deixe para acordar na etapa da França. Se vier focado, não precisa nem falar mais nada, né?!
  2. Owen Wright – Atual campeão da prova e dono de um backside lindo. Começou muito bem o ano de 2017, mas depois caiu. Deve dar trabalho na defesa do caneco;
  3. Ítalo Ferreira – Ainda não venceu no CT, mas é local de Baía Formosa, um pico que parece muito com Snapper, principalmente quando está pequeno.

 

Os Rookies: A vida dos estreantes na elite nunca é fácil. Dificilmente um surfista recém-chegado no CT ganha uma etapa em seu ano de estreia. O chaveamento é complicado e acaba sendo tudo novo para essa galera. Mas o fato é que em 2018 temos uma turminha que vem forte e, mesmo sendo considerada novata, já tem muita bagagem. Por isso, resolvi destacar mais 3 caras que enxergo como boas apostas para a Gold Coast:

  1. Yago Dora – Apesar de ser goofy, tem um surfe moderno e capaz de mesclar tudo o que é preciso para vencer em Snapper;
  2. Griffin Colapinto – Americano que já se provou um mestre nas marolas, condições que devem predominar nesse primeiro evento, e talvez a grande esperança para o futuro ianque, o que pode ajudar bastante na hora de ganhar as notas;
  3. Michael Rodrigues – Anotem esse nome! O jovem cearense tem um arsenal de aéreos de invejar qualquer um (vide foto acima) e surfa rápido demais. Além disso, já falou que a etapa que ele mais tem expectativas é a da Gold. Então, nada mais justo que destacá-lo aqui.

Os Veteranos: Se para os novatos, a vida é complicada, para os mais velhos, também é. Mesmo para os caras que já têm um, três ou onze títulos mundiais. A cada ano que passa, surgem novos surfistas, com manobras nunca antes vistas e muito mais vigor físico. E contra a natureza e a evolução é impossível lutar! Mesmo assim, a experiência é sim posto e pode ajudar muito em determinados momentos. Principalmente nas horas chaves, onde o psicológico é determinante. Por isso, alguns caras não poderiam ficar de fora dessa lista:

  1. Mick Fanning – O aussie é tricampeão mundial, é local da Gold Coast, um gentleman, que já enfrentou tubarões e já ganhou duas vezes nessa onda. Só isso já bastaria para ele estar aqui. Mas para completar, Mick acaba de anunciar sua aposentadoria, que acontecerá logo após a prova de Bells. Agora imagina o filme: A WSL orgulhosamente apresenta a história do tricampeão mundial que se despede das competições, após vencer as duas etapas. Precisa falar mais alguma coisa?
  2. Joel Parkinson – Outro que é local. Talvez até mais que seu amigo aí de cima. E também é campeão mundial. E também já venceu duas vezes por lá! Não é tão adorado fora da água, mas dentro é dono de um estilo único. Também não vai se aposentar, mas é um que mesmo depois que parar, será visto como favorito em qualquer campeonato em Snapper.

 

Os Favoritos: Nessa última categoria não entra nenhum porém. São só os favoritos mesmo. Sejam eles novos, velhos, regulares ou goofyes. São 4, mas um já foi citado lá em cima:

  1. John John Florence – Atual campeão mundial. Queridinho de todos. Surfa pra cacete! Nunca venceu na Gold Coast, mas com o surfe que vem apresentando ultimamente e com as notas que têm recebido, é o mais favorito de todos!
  2. Filipe Toledo – Na minha humilde opinião, se não perder a cabeça, nem se machucar, é ele o campeão mundial de 2018. Em ondas para a direita com até 6 pés, não tem pra ninguém. Vide 2015 na Gold Coast e nos últimos 3 anos em todas as etapas com essas condições. Nem mesmo os juízes são capazes de atrapalhar.
  3. Adriano de Souza – Você deve estar me achando um maluco. Como que um cara desses, que nunca venceu na Gold Coast e já pode até ser considerado um veterano, está nessa categoria?! Eu explico, o Mineiro realmente nunca venceu em Snapper e já tem bastante tempo no Tour, mas o cara morou por lá, adora essa onda e poucas vezes caiu antes das quartas. Já fez duas finais e tem apresentações épicas por lá. Por isso, vai entrar aqui, sim!
  4. Gabriel Medina – É o cara que já foi citado lá em cima.

Dito isso, aproveito o espaço para convidar todos a seguirem minha página no Facebook e Instagram, onde eu faço comentários diários sobre o universo do surfe competição, e a participarem da Liga Comenta Cako e Cerveja Praya, no Fantasy da WSL, onde você pode ganhar prêmios irados (Cerveja Praya e Kits da .Mattaner) a cada etapa e uma prancha no final do ano.

Ah, tem também o SurfStars, jogo de apostas do WT que é parceiro da HARDCORE. Baixe o app, dê os seus palpites e concorra a prêmios irados. Convide os brothers e boa sorte!

E que venha mais um ano de muito surfe, disputas emocionantes e, de preferência, com os brasileiros no topo do pódio sempre!

Vem comigo e um abraçosssssss!


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