Chloé Calmon vence o Noosa Longboard Open, primeira de quatro etapas do Circuito Mundial de Longboard da WSL, e larga na frente na disputa pelo título

Por Redação HC, via WSL América do Sul

Nossa colunista e recordista de pódios no mundial feminino de longboard venceu mais uma! Chloé Calmon foi a campeã, neste domingo (10), do Noosa Longboard Open, primeira de quatro etapas do recém-firmado Circuito Mundial de Longboard da WSL. Chloé havia vencido, no final de 2018, o Vans Duct Tape, campeonato alternativo aos circuitos competitivos tradicionais e muito elogiado, por longboarders em geral, por valorizar o estilo clássico. Com o título no pontapé inicial de 2019, ela reconheceu os esforços da WSL para valorizar a categoria — especialmente por este ser o primeiro campeonato da modalidade com a mesma premiação para homens e mulheres:

— Estou muito feliz por ganhar este evento, mas muito mais feliz ainda com os rumos que o longboard está seguindo agora. Os novos eventos e o novo formato de disputa vão colocar o longboard numa posição muito melhor. Teremos mais oportunidades para ganhar o título mundial e mais oportunidades para mais surfistas poderem competir, o que é muito legal. Vai ser muito empolgante isso, pois nos últimos anos os títulos vinham sendo decididos em uma única etapa, ou duas, agora teremos quatro esse ano, o que é muito bom.

Veja também: Especiais: Congo Project, a prancha que é África, Nordeste e resistência

Em boas ondinhas de 2 a 3 pés no palco alternativos de Castaways, Chloé passou por duas de suas mais recentes algozes no caminho de um título mundial para uma conquista de lavar a alma.

Na semi, venceu Tory Gilkerson, campeão mundial de 2016 e responsável por vencer Chloé na final daquele ano e  por tirá-la da disputa nos dois seguintes E, na final, passou pela havaiana Honolua Blomfield, campeã mundial de 2017.

Chloé Calmon, campeã em Noosa

Chloé a caminho do título em Castaways

Segundo João Carvalho, da WSL América do Sul, “A brasileira construiu a vitória desde as primeiras ondas surfadas na final, que valeram notas 5,50 e 6,33. Quando a havaiana esboçou uma reação numa onda de 5 pontos, Chloé respondeu com sua melhor apresentação, aproveitando bem uma esquerda mais longa para mostrar as manobras clássicas dos pranchões e ganhar nota 7,33. Com ela, totalizou imbatíveis 13,66 pontos, mesmo com Honolua Blomfield chegando perto da virada no final. A havaiana entrou num bom ritmo com as séries e achou boas ondas para tirar duas notas na casa dos 6 pontos, atingindo 13,03 nas duas computadas com o 6,53 recebido na última que surfou.

No novo circuito de longboard esquematizado pela da WSL, o Noosa Open é uma etapa de 6 mil pontos. O calendário para as mulheres conta ainda com mais seis etapas, mas apenas três delas devem interferir na corrida pelo título mundial: Galicia Longboard Pro (6 mil pontos, na Espanha, entre 28 e 31 de agosto), New York Longboard Prox (6 mil pontos, Nova York, 6 a 12 de setembro) e Taiwan Open (10 mil pontos, Taiwan, 4 a 11 de dezembro). Chloé lidera o ranking, com 6 mil pontos. Vice em Noosa, Blomfield tem 4,5 mil.

Outra brasileira participante da etapa, a pernambucana Atalanta Batista chegou até as oitavas de final, terminando a etapa na 9ª colocação, com 1550 pontos.

Entre os homens, o título ficou com o estadunidense Justin Quintal, que venceu o local de Noosa Harrison Roach na final. Os melhores representantes brasileiros foram Rodirgo Sphaier e o bicampeão mundial Phil Rajzman, eliminados também nas oitavas de final. O circuito masculino deve seguir as mesmas etapas do feminino, caso sejam todas confirmadas: Galícia, Nova York e decisão em Taiwan.

Para ver os resultados detalhados dos campeonatos e mais imagens, entre aqui (feminino) e aqui (masculino).