Rumores de uma possível volta da etapa brasileira do Circuito Mundial para Santa Catarina circularam em Saquarema durante o Oi Rio Pro. WSL nega qualquer negociação

Por Fernando Guimarães

Uma das vantagens de acompanhar um campeonato presencialmente é inteirar-se de pequenos detalhes e informações que não chegam a quem assiste à distância. Não chegam por várias razões: às vezes porque não é relevante, às vezes porque ninguém realmente atentou-se ao fato, às vezes porque durante o campeonato outras questões importam mais (o surfe, no caso).

Em Saquarema, uma informação que circulou à boca pequena é que haveria gente interessada em levar a etapa brasileira do circuito mundial de volta a Santa Catarina.

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Filipe Toledo, o showman, é o campeão do Oi Rio Pro 2019

O Oi Rio Pro está em seu terceiro ano consecutivo em Saquarema, e desde 2011 no estado do Rio de Janeiro – até 2016, o campeonato rolava na capital. A última edição realizada no Sul do país foi em 2010, com a vitória de Jadson André sobre Kelly Slater na grande final na Praia da Vila, em Imbituba.

No sábado, terceiro dia de Oi Rio Pro, o campeonato ficou paralisado por três horas, entre as 10h e as 13h, para mudança da estrutura do Point de Itaúna, onde havia rolado as oitavas de final das mulheres, para a Barrinha, onde rolariam as oitavas masculinas.

Neste momento, com o palanque esvaziado, um ex-competidor do circuito que já esteve envolvido diretamente com a realização da etapa brasileira mostrava a uma pessoa interessada toda a estrutura do campeonato. Caminhando pela estrutura, apontava o que era o quê — área dos juízes, área vip, vestiário dos atletas, sala de imprensa etc — mostrando o que seria obrigatório ou não no caso de fazer o evento em Santa Catarina.

Questionada sobre o assunto, a WSL negou veementemente qualquer negociação.

“Não temos qualquer informação a respeito de uma mudança de Saquarema. Na verdade, é o exato oposto disso, com o staff da WSL, os atletas e os fãs extremamente satisfeitos com a mudança da Barra da Tijuca para cá [Saquarema]. Além disso, temos um contrato de três anos de duração, até 2021, com a patrocinadora principa do evento, a Oi”, respondeu a entidade.

Talvez a mudança postulada seja para depois de 2021? Não há informações sobre isso, entretanto.

Quando a ASP dividiu os circuitos entre elite mundial (WCT) e divisão de acesso (WQS), em 1992, a etapa brasileira ficou na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Após onze edições lá, o evento passou para Florianópolis, na Joaquina, em 2003. Em 2004, o evento foi mais para o sul de Santa Catarina, em Imbituba, onde ficou até 2010.

Entretanto, apesar da saída do estado, os catarinense tem imensa representatividade dentro das operações da WSL no Brasil, com o diretor da regional da América do Sul (Xandi Fontes), um apresentador (Teco Padaratz), dois locutores (Klaus Kaiser e Ícaro Cavalheiro), entre outros.