Fotos de ação Basílio Ruy / Fotos de lifestyle Luiz Michelini.

Até sexta-feira, o campeonato rolou normalmente, com uma média de 16 baterias por dia; cada uma homem a homem (25 minutos). No sábado, por motivo de ventania extrema, logo cedo foram feitas duas chamadas para discutir se as quartas cairiam na água ou não.

Os atletas fissurados queriam que o evento rolasse de qualquer maneira (até mesmo porque alguns tinham viagem marcada no domingo). Ficou estabelecido após um check na praia do Campeche e uma reunião geral com organizadores mais o representante dos atletas (Ian Gouveia), que o dia seria off. Dessa forma, as quartas, semis e final aconteceriam no dia seguinte, num “Campeche clássico”: como dizia a previsão.

Mesmo assim, Danilo Costa, Adriano de Souza (Mineiro) e Miguel Pupo fizeram uma queda na Joaca. Como o mar estava balançando e as ondas subiam em diversos lugares, o jeito era pegar a espuma que logo virava uma esquerdinha no inside. Obviamente, os três pros quebraram mesmo com as difíceis condições.

Bem, domingo chegou e todos se locomoveram para o Campeche. O sol brilhava e a organização havia acertado: mar clássico. Enquanto a estrutura estava sendo montada, a molecada fazia o aquecimento. Direitas estilo “Indo” quebravam perfeitas ali no riozinho. Resultado: baterias na água. Com o auxílio da galera do salva-surf e seus jet skis, os atletas conseguiam se posicionar no outside, onde a direita cavava e formava uns tubos. Mais no inside, bem em frente ao novo palanque, agora “pé na areia”, era o mehor pico, uma onda mais em pé, que forneceu uma boa parede para as melhores manobras do dia.

As duas semis confirmaram um favoritismo e uma surpresa: Marco Fernandez bateu Kristian Kymmerson, que vinha forte e tinha eliminado Jessé Mendes nas quartas. Neste momento, o grande favorito, Caio Ibelli, acabava com as chances de Ian, e continuava com seus floaters, aéreos e batidas que jogavam muita água. A final ficou entre Ibelli e Fernandez, que tentou bravamente resistir, mas não superou o 8.33 somado ao 7.0 que Caio conseguiu em menos de cinco ondas. E, assim como acontece no profissional, um jet ski foi buscar o vencedor no outside. Caio já vinha em pé na garupa enquanto todos ainda aplaudiam a apresentação dos finalistas. Ao chegar na areia, tentou resistir mas foi erguido por um amigo e cercado de pessoas. Fernandez, triste pela derrota, devolveu sua camiseta e ficou de canto, esperando a premiação. Fora o troféu e o cheque, o vice ganhou uma viagem para a América Central. Já o vencedor, Ibelli, levou pra casa nove mil reais, um troféu, uma viagem (mesmo destino que o vice) e também a vaga para elite do surf, o Brasil Surf Pro 2011.

http://www.youtube.com/watch?v=J3pxcgwyo2Q